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terça-feira, 28 de setembro de 2021

Cinco médicos estão calados Por que? Estão compactuando com essa mentira?<<>> Uma CPI que está de olho na destruição do Governo Bolsonaro esta imagens fica mais claro<<>> 12 Médicos sem identificação <<>> No dia 29 será a vez do empresário Luciano Hang acusado de pertencer ao chamdo " gabinete paralelo" <<>> Envolveram até Nova Dhéli Internacional investigação cabe a Policia Federal <<>> Soraya do PSL afirmou CPI da Pandemia <<>> Início a produção de um relatório <<>> Senador Randolfe Rodrigues que ouvir em 24 horas que seja encaminhado todos os formularios do prído de março de 2020 a setembro de 2021<<>> Sigilo Profissional de Médico não pode ser quebrado<<>> O Presidente do CFM será chamado <<>> Será chamado também o secretário da saúde do Estado de São Paulo <<>> Jean Gorinchteyn <<>> O Senador Marcos Rogério ( DEM-RO) fez uma observação <<<>> " Não existe depoimento por procuração" Advogada participou da audiência como representante de seus clientes médicos que fizeram várias denúncias contra a Prevent Senior <<>>

 



RENATO  SANTOS  27/09/2021  A CPI  do Covid-19,  como  não  tem nada  para  fazer  fica  inventando, pelo  no  ovo,  já  tentaram  de tudo agora  temos  uma  advogada (  acusadora) e  até  Luciano Hang  e todos  os  apoiadores  do  Presidente  Jair  Messias  Bolsonaro e  todos    que  defendem  o  governo,  só  falta  duas  coisas,  convocar quem  já  morreu e  os  grupos  do  whatsApp  além  do  Facebook e  Twitter além de  pastores  de  igrejas, deixando  esse  comentário engraçado  vamos à  realidade.

Existe  cinco  médicos  que  estão  calados  diante  da  carnificina  que  estão  fazendo  nessa CPI,  tudo  indica  que  a intenção  é  derrubar  o  Presidente  Bolsonaro, mesmo  que  chame  Lúcifer  para  depor  ser  for  possível. 


 "Eu acho que é uma porcentagem muito pequena para a gente achar que a exceção é a regra. Porque não é possível que 5 mil médicos estariam em silêncio, compactuando com tudo isso que está sendo dito."


Fonte: Agência Senado


O calendário da CPI para esta semana já tem dois depoimentos definidos:

Na terça-feira (28), ouviu a advogada Bruna Morato, que representa médicos que trabalharam na Prevent Senior e elaboraram um dossiê entregue à comissão com diversas denúncias sobre o tratamento da empresa aos pacientes com covid-19, inclusive com a alteração de prontuários .

Na quarta-feira (29), será a vez do empresário Luciano Hang, acusado de pertencer ao chamado "gabinete paralelo", grupo de apoiadores de Jair Bolsonaro suspeito de aconselhar o presidente em relação à pandemia de covid-19, promovendo ideias sem comprovação científica, como o "tratamento precoce" com hidroxicloroquina e ivermectina.

Os dois depoimentos foram agendados para as 10h. Acompanhe a cobertura completa aqui no blog .

CPI pode convocar Kassyo Ramos, que recebeu dinheiro de Danilo Trento

A CPI da Pandemia deve votar na terça-feira (28) a quebra dos sigilos e a convocação de Kassyo Santos Ramos, que, segundo relatórios de inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), recebeu dinheiro do empresário Danilo Trento, diretor da Precisa Medicamentos. O requerimentos foi apresentado pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE).


De acordo com o Coaf, após receber recursos de Danilo Trento, Kassyo Ramos transferiu valores para a Barão Tur, empresa de turismo controlada por Raphael Barão Otero de Abreu. A agência comprou passagens aéreas para funcionários da Precisa irem para a Índia.


Segundo Alessandro, Raphael Barão acompanhou os funcionários da Precisa a Nova Dhéli para intermediar a aquisição de vacinas Covaxin. Questionado durante depoimento à CPI sobre a relação com Kassyo Ramos, Danilo Trento preferiu permanecer em silêncio. Para o senador, a quebra de sigilos e a convocação de Kassyo Ramos podem “desvelar os exatos termos da relação” entre ele e os empresários Danilo Trento, Francisco Maximiano e Raphael Barão.

Dra Bruna Morato que esteve na CPI representando 12 médicos não identificados e passou a sessão inteira acusando a Prevent Senior,o Governo Federal e Médicos,não é uma advogada qualquer,aleatória, ela é filha do Presidente da Federação Brasileira de Hospitais.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia ouviu nesta terça-feira a advogada Bruna Morato, que representa médicos que fizeram denúncias sobre a Prevent Senior. Os profissionais entregaram um dossiê à CPI com informações sobre o trabalho nos hospitais da rede.

Estranho,  ter  12 médicos  não  identificados, todos  advogados  tem uma  procuração  que  deveria  estar na CPI do  COVID-19, agora  se há  sigilo  profissinal  entre clientes  e o patrono ,médicos não  identidicados  é  impossível  pois  eles  estão identificados  no dôssie .

Antes do encerramento da reunião, Soraya Thronicke (PSL-MS) disse que a CPI da Pandemia é apenas o início para a produção de um relatório que será enviado para as autoridades competentes.


— Aqui, não vai ser feito nenhum julgamento nem nada dessa espécie, nós só estamos apurando fatos, não somos nós julgadores e as pessoas que estão acompanhando não fazem ideia do que nós temos de provas documentais — declarou Soraya.

Antes de encerrar o depoimento da advogada Bruna Morato, a CPI aprovou requerimento apresentado por Randolfe Rodrigues (Rede-AP) solicitando à Prevent Senior, no prazo de 24 horas, que sejam encaminhados todos os formulários do Sistema Forms. A plataforma era usada para concentrar todos os formulários dos pacientes com covid-19 da operadora. O requerimento solicita os formulários do período de março de 2020 a setembro de 2021.

O  Senado  Federal  nessa  CPI  já  cometeu  um crime  previsto  na  LGPD, A LGPD visa proteger os direitos de liberdade e de privacidade, criando normas a serem seguidas por empresas e governos para a coleta e o tratamento de dados pessoais (como nome, CPF, endereço) e de dados sensíveis (como biometria e informações sobre política e religião).

Respondendo ao senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) sobre o motivo de vir a público os prontuários médicos de Anthony Wong e de Regina Hang, mãe do empresário Luciano Hang, a advogada Bruna Morato afirmou que não tem autorização da família para divulgação de prontuários médicos sigilosos, mas que obedece ao que o “código de ética diz sobre interesse social da informação”.


— O interesse social é uma causa legítima para quebrar o sigilo médico — explicou a depoente. 

Após oito horas ouvindo a advogada Bruna Morato, a CPI da Pandemia finalizou a reunião de hoje. Amanhã, a Comissão de Inquérito volta a se reunir, às 10h, para ouvir o empresário Luciano Hang.

 Para Zenaide Maia (Pros-RN), a Prevent Senior praticou eutanásia ao, segundo as denúncias de médicos e pacientes, orientar o “tratamento paliativo” sem possibilitar a reversão do estado clínico do doente com o tratamento convencional. A senadora questionou ainda se os médicos que acusam a Prevent Senior de irregularidades chegaram a se reunir com integrantes do “gabinete paralelo” como os médicos Nise Yamaguchi e Paolo Zanotto. A depoente informou que a Prevent Senior oferecia aulas aos profissionais e, nessas ocasiões, eram expostos possíveis casos e estudos de sucesso com o tratamento com uso de medicamento sem eficácia comprovada contra a covid-19. Segundo Bruna Morato, nessas ocasiões, os médicos da operadora eram orientados a fazer o manejo do protocolo. Embora tenha confirmado a participação de Paolo Zanotto e do diretor da operadora, Pedro Benedito Batista Júnior nessas aulas, a advogada disse desconhecer que Nise Yamaguchi tenha participado.

Depois que a advogada Bruna Morato relatou temer pela sua integridade, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) determinou à secretaria da CPI que encaminhe à Polícia Federal pedido para que seja providenciada segurança para a testemunha. Pouco antes, a Comissão tinha aprovado requerimento do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) para que a CPI providencie um canal de comunicação direta com a população para o recebimento de denúncias. Randolfe quer que o serviço comece a funcionar já nesta semana. 

Uma  pergunta  o  sigilo  profissional médico  pode  ser  quebrado?  Senadores? Se  a  resposta  for  sim,  então  da  advogada  pode  ser  também.

Otto Alencar (PSD-BA) expôs vídeos de um paciente da Prevent Senior o qual a família interveio para recusar o “cuidado paliativo” sugerido pela operadora de saúde. Nesse caso, a Prevent teria orientado a família de Tadeu Frederico de Andrade a suspender uma série de procedimentos médicos, como medicação intravenosa, hemodiálise e até reanimação cardiorrespiratória para, segundo o senador, tentar reduzir os custos em manter pacientes em estado grave assistidos pela rede. Otto considerou como “um caso gravíssimo” e pediu a responsabilização criminal de quem orientava esse tipo de procedimento.

O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) defendeu que a comissão parlamentar de inquérito chame para depor o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Mauro Luiz de Britto Ribeiro, para que ele dê explicações sobre o posicionamento da entidade em relação ao tratamento precoce, à autonomia médica e a outros assuntos. O parlamentar também sugeriu a oitiva do secretário de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, sobre casos de subnotificações e supernotificações de casos. 

Em entrevista a jornalistas, o senador Marcos Rogério (DEM-RO) reiterou suas críticas ao depoimento da advogada Bruna Morato. Ele afirmou que "não existe depoimento por procuração", referindo-se ao fato de que a advogada participou da audiência desta segunda-feira como representante de seus clientes — médicos que fizeram várias denúncias contra a Prevent Senior.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) questionou a depoente sobre denúncias de recomendação de adoção de tratamento paliativo pela Prevent Senior para pacientes que não estavam em estado terminal. Bruna Morato disse havia um “desvio de finalidade” para esse tipo de tratamento.


— A especialidade do paliativista é tão importante quanto qualquer outra especialidade médica. O triste é como esses tratamentos estavam sendo usados. As famílias não tinham conhecimento que o paliativo é você permitir ou você deixar que esse paciente evoluam para óbito conectado com uma bomba de morfina ou a outros tratamentos sem a possibilidade de reação. Esses paciente eram viáveis e, se tratados, poderiam sobreviver — afirmou Bruna.


Os senadores Omar Aziz (PSD-AM) e o relator Renan Calheiros (MDB-AL), defenderam a convocação pela CPI de um representante da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), responsável por regulamentar os planos de saúde no Brasil.

Em entrevista a jornalistas, o senador Otto Alencar (PSD-BA) disse que a advogada Bruna Morato apresentou "provas irrefutáveis" de que a Prevent Senior pressionou seus médicos a aplicarem em pacientes medicamentos de eficácia não comprovada contra a covid-19.

Marcos Rogério (DEM-RO) criticou o fato de a advogada Bruna Morato prestar “depoimento por procuração” e recorrer ao sigilo profissional para não revelar o nome dos médicos que ela representa. Para o senador, prestar depoimento alegando fatos colhidos na relação entre advogado e cliente é “algo absolutamente estranho”. Ele solicitou a convocação de dois médicos para depor à CPI — ambos foram demitidos da Prevent em junho de 2020 e denunciaram possíveis irregularidades praticadas pela operadora.


Em resposta, Bruna Morato reiterou que presta depoimento como convidada, na condição de testemunha e advogada de 12 médicos, e que está resguardada pelo Código de Processo Penal (CPP) para manter em sigilo a identidade de seus clientes.


Para Alessandro Vieira (Cidadania-SE), Marcos Rogério tentou constranger a depoente, tentando armar um "teatro para atacar o mensageiro". Alessandro destacou que a testemunha indireta é amplamente reconhecida pela legislação brasileira.

O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), disse que leu várias notícias de profissionais de saúde da Prevent Senior afirmando que eram obrigados a utilizar o “tratamento precoce” para pacientes com covid-19. Por outro lado, Omar ressaltou que não viu nenhum médico, dos 5 mil profissionais que trabalham na hospitais da Prevent Senior, desmentindo que a empresa oferecia tratamentos ineficazes a esses pacientes.


— As acusações que estão sendo feitas pelos médicos que não estão colocando nome à vista de todos os profissionais não é de forma nenhum desmentida pelos profissionais de saúde que estão autuando nessas redes. Quem desmente são os proprietários da Prevent Senior — declarou ele.

Eliziane Gama (Cidadania-MA) disse não ter dúvidas de que o governo e a Prevent Senior apostaram na chamada "imunidade de rebanho" e ainda utilizaram seres humanos como cobaias, o que relembra "os mais macabros e bizarros experimentos do nazismo nos campos de concentração". A parlamentar considerou o fato estarrecedor e na contramão da ética médica. Mais cedo, o relator, Renan Calheiros (MDB-AL), já tinha chamado atenção para o desrespeito ao Código de Nuremberg, criado após os experimentos humanos na Segunda Guerra Mundial. Entre seus mandamentos, estão o de evitar o sofrimento do paciente e o de fazer experiências científicas só mediante consentimento. Já Randolfe Rodrigues (Rede-AP) salientou que o lema "obediência e lealdade", que foi adotado pela Prevent Senior, emula o das SS, a polícia nazista.

A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) lembrou que servidora Mayra Pinheiro, foi uma das responsáveis pela nota publicada em 20 de maio do ano passado pelo Ministério da Saúde com recomendações relativas ao "tratamento precoce", com cloroquina e hidroxicloroquina, de pacientes com covid-19 no SUS. Conforme a senadora, Mayra ainda citou a Prevent Senior como se fosse um caso de sucesso.


O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) destacou que a CPI já pediu o afastamento de Mayra, que, no entanto, continua mantendo cargo em comissão no Ministério da Saúde.  Conforme o parlamentar, o depoimento de hoje corrobora a necessidade urgente de afastamento para o prosseguimento das investigações. 

A CPI ouvirá, na quinta-feira (30), o empresário Otávio Oscar Fakhoury. Segundo Randolfe Rodrigues (Rede-AP), autor do requerimento desse depoimento, Fakhoury é “o maior financiador de disseminação de notícias falsas”. O senador cita como exemplo os canais Instituto Força Brasil, Terça Livre e Brasil Paralelo. O pedido de convocação do empresário foi aprovado pela comissão nesta terça-feira (28).

Em resposta aos senadores Marcos Rogério (DEM-RO) e Marcos do Val (Podemos-ES), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) esclareceu antes do intervalo que Bruna Morato, como advogada, está respaldada pela OAB para expor as confidências feitas pelos clientes (12 médicos) desde que autorizada. Ele disse ainda que a advogada, ao ser convocada para depor à CPI, está liberada a oferecer as informações desde que seja observado o interesse da causa. Nesse caso, segundo Randolfe, verifica-se a “supremacia do interesse social sobre o interesse particular”. Morato reafirmou que possui a autorização dos seus clientes e que seu depoimento se baseia em fatos e provas. 

Antes do intervalo, Bruna Morato afirmou que o lema “obediência e lealdade”, da Prevent Senior, foi instituído em 2015 e continua sendo utilizado até hoje, inclusive pelo diretor-executivo, Pedro Benedito Batista Júnior.


— Lema esse que ele [Batista Júnior] levou muito a sério e propagou para todos os seus subordinados. É lema da empresa, sempre foi lema, e continua sendo propagado. É graças a esse lema que a empresa continua usando a política de coerção — afirmou a advogada Bruna Morato, segundo a qual não havia autonomia para os médicos.


Em depoimento na semana passada, Batista Júnior afirmou que o lema teria sido criado em 2017 por um ex-diretor, não estando mais em vigor na empresa. 

A reunião da CPI foi suspensa para almoço. Antes da interrupção dos trabalhos, os senadores aprovaram requerimento de Rogério Carvalho (PT-SE), pedindo que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal investiguem a atuação do Conselho Federal de Medicina (CFM) e dos Conselhos Regionais de Medicina (CRM) de São Paulo e do Distrito Federal nas denúncias de irregularidades envolvendo a Prevent Senior. 


Assista ao momento em que Rogério Carvalho faz o pedido, que, em seguida é aprovado pela CPI.

O senador Humberto Costa (PT-PE) afirmou que no dia da demissão do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, que havia feito críticas ao hospital comandado pela Prevent Senior em São Paulo, o Conselho Federal de Medicina liberou a utilização do kit de "tratamento precoce" contra a covid-19. No entendimento do parlamentar, o governo federal e o gabinete paralelo que agia junto ao Ministério da Saúde atuaram em conjunto com o CFM e a Prevent Senior, num “planejamento criminoso”. 


A CPI da Pandemia aprovou requerimento de Humberto Costa para que a Prevent Senior apresente os termos de livre consentimento do kit à CPI no prazo de 24 horas. Ele lembrou que o CEO da empresa, Pedro Benedito Batista Jr., durante depoimento na semana passada, mostrou uma pilha que papeis que seriam consentimentos de pacientes e familiares para os tratamentos experimentais oferecidos pela Prevent Senior, mas não os entregou à comissão parlamentar de inquérito.

Segundo a testemunha, a causa da morte de Regina Hang, mãe do empresário Luciano Hang, foi registrada oficialmente como falência múltipla dos órgãos decorrente de choque hemorrágico. Não houve a informação de que ela havia sido internada inicialmente por covid-19, infringindo determinação do Ministério da Saúde. Bruna Morato não soube dizer se a omissão da covid no atestado de óbito foi a pedido de alguém. O relator informou que a CPI já tem todos os documentos relativos ao caso, bem como outras informações relevantes.

 Bruna Morato classificou como “atípico” o fato de o presidente Jair Bolsonaro ter divulgado um estudo da Prevent Senior segundo o qual o tratamento com o "kit covid" garantiria “100% de cura”. A publicação foi feita em abril em uma rede social.


— É totalmente atípico o fato de o presidente da República citar uma instituição de saúde como tendo obtido sucesso em um ou outro estudo. O que fica claro no que foi publicado é que existiu uma maior publicidade com relação às informações. Informações essas, inverídicas — afirmou.


A advogada destacou ainda que, após o comentário de Bolsonaro, o diretor da Prevent Senior responsável pelo estudo acionou pesquisadores do plano de saúde para rever os dados da pesquisa. O objetivo seria garantir que estavam alinhados aos números citados pelo presidente da República.


— Existia uma mensagem de texto encaminhada ao grupo de pesquisadores, de autoria do [o diretor do Instituto de Pesquisa da Prevent Senior] doutor Rodrigo Esper, em que ele pede que se faça um “arredondamento” de dados, considerando a citação do presidente da República. Ele pede que se faça uma revisão. Após o tuíte do presidente. Cita que [o estudo] foi citado pelo presidente e que, por isso, os dados precisariam ser perfeitos — disse Bruna Morato.


Para a depoente Bruna Morato, a Prevent Senior alterava a CID (Classificação Internacional de Doenças) no prontuário dos pacientes, retirando a menção à covid, "para que houvesse uma falsa sensação de sucesso em relação ao tratamento preventivo". Para ela, o diretor da Prevent Pedro Batista Jr. denunciou suposta violação de prontuários numa "tentativa desesperada de desconstruir a denúncia".

Questionada sobre qual seria a relação da Prevent Senior com o governo federal e o suposto gabinete paralelo, a advogada Bruna Morato disse desconhecer uma relação direta entre eles.


— As informações que tenho são que eles [Prevent Senior] colaboraram de forma muito efetiva para a divulgação de informação sobre a eficácia do "tratamento precoce" — afirmou.

Em resposta a Renan Calheiros (MDB-AL), Bruna Morato disse que partiu da Diretoria-Executiva da Prevent Senior a ordem para os médicos omitirem das declarações de óbito a covid-19 como causa de morte.

Bruna Morato informou que teve acesso ao prontuário de Regina Hang, mãe do empresário Luciano Hang, e informou que o documento mostra que ela recebeu tratamento preventivo, mas não consta autorização expressa para tal. Por isso, ela não tem como saber se a família tinha conhecimento. O relator Renan Calheiros (MDB-AL) lembrou que Luciano Hang gravou mensagem em redes sociais dizendo que a mãe não tinha recebido o tratamento precoce e que, se tivesse recebido, talvez estivesse viva. 

A advogada revelou que o médico toxicologista Anthony Wong, que era defensor do "tratamento precoce", ficou internado junto a pacientes com outras doenças numa unidade da rede Prevent Senior não específica para covid-19. Wong morreu em 15 de janeiro deste ano. Segundo denúncia da revista Piauí, a morte do especialista foi decorrente de complicações causadas pelo coronavírus, informação que não consta no atestado de óbito.

Marcos do Val (Podemos-ES) pediu ponderação aos membros da CPI sobre as denúncias envolvendo a Prevent Senior e disse que o caso parece mais “uma teoria da conspiração”. Ele questionou o fato de a advogada Bruna Morato representar 12 médicos que acusam a operadora, enquanto 5 mil profissionais que exercem essa função ainda continuam ativos na rede:


— Eu acho que é uma porcentagem muito pequena para a gente achar que a exceção é a regra. Porque não é possível que 5 mil médicos estariam em silêncio, compactuando com tudo isso que está sendo dito.

Fonte  Senado  Federal

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