Confirmado uma epidemia em HC de Maracay é "Meningococcemia" oito mortos no Hospital Central de Maracay doença não identificada oito pessoas morreram nas últimas 72 horas no Hospital Central de Maracay, por uma doença não identificada, de acordo com o Presidente do colégio de médicos no estado de Aragua, Ángel Sarmiento, denunciou-o agora pouco por e mail da gazeta central blog
.
Na sede da conferência da guilda, o médico disse que é quatro adultos e quatro crianças, que apresentou mal-estar, febre e manchas no corpo que em seguida se tornou bolhas e hemorragia interna.
Sarmiento relatado através da rádio da União que as amostras já foram enviadas ao Instituto Nacional de higiene em Caracas, a fim de determinar a doença que os matou. Ele negou que o Hospital Central de Maracay está em quarentena.
Informações que tem circulado através de redes sociais sobre um possível isolamento do centro de saúde é, portanto, rejeitadas. Ele disse que amanhecer viu uma contingência no piso 1, favorecida pelos pacientes, mas não é uma decisão oficial por parte das autoridades de saúde.
Ele disse que a saúde da corporação do estado de Aragua (Corposalud) irá nas próximas horas uma declaração para confirmar 8 mortes e é esperado para dar mais detalhes do que aconteceu e investigações realizadas para esclarecer as causas das mortes.
Anteriormente, o Presidente do colégio de médicos no estado de Aragua, Ángel Sarmiento, deu uma conferência de imprensa para denunciar a morte repentina de crianças, adolescentes e adultos que estiveram nas últimas horas no Hospital Central de Maracay, publica El Aragüeño.
Sarmiento que até agora desconhecido, relatou o diagnóstico dos pacientes que tenham falecido. Ele explicou que é uma "aguda hemorrágica febril que produz morte abruptamente em um período não superior a 72 horas", acrescentou.
Ele relatou que os pacientes chegam ao hospital maracayero com sintomas de outros municípios e áreas distantes. "Até agora são gravados oito mortes entre adultos e crianças," disse.
O Presidente do CMA disse que eles esperando os resultados desses casos do Instituto Nacional de higiene para determinar o diagnóstico desta doença "rara" que detalhes desconhecidos. Estendido a chamada à calma à Comunidade em geral, no momento em que o recomendado não comparecer nas instalações do Hospital Central de Maracay, porque, na sua opinião, "até a visita poderia ser afetado",
CONHEÇA A DOENÇA
Fonte: Doenças Infecciosas e Parasitárias: Guia de Bolso, Volume 1, 3ª edição, pág. 117 - Ministério da Saúde Brasília/DF - junho 2004
A doença meningocócica é uma infecção bacteriana aguda, rapidamente fatal, causada pela Neisseria meningitidis. Esta bactéria pode causar inflamação nas membranas que revestem o sistema nervoso central (meningite) e infecção generalizada (meningococcemia). Existem 13 sorogrupos identificados de N. meningitidis, porém os que mais freqüentemente causam doença são o A, o B, o C, o Y e o W135.
Estima-se a ocorrência de pelo menos 500 mil casos de doença meningocócica por ano no mundo, com cerca de 50 mil óbitos. É uma doença de evolução rápida e com alta letalidade, que varia de 7 até 70%. Mesmo em países com assistência médica adequada, a meningococcemia pode ter uma letalidade de até 40%. Geralmente acomete crianças e adultos jovens, mas em situações epidêmicas, a doença pode atingir pessoas de todas as faixas etárias.
Transmissão
O ser humano é o único hospedeiro natural da N. meningitidis. Cerca de 10% dos adolescentes e adultos são portadores assintomáticos da bactéria na orofaringe ("garganta") e podem transmitir a bactéria, mesmo sem adoecer. A bactéria é transmitida de uma pessoa para outra pela secreção respiratória (gotículas de saliva, espirro, tosse). Geralmente, após a transmissão, a bactéria permanece na orofaringe do indivíduo receptor por curto período e acaba sendo eliminada pelos próprios mecanismos de defesa do organismo. Desta forma, a condição de portador assintomático tende a ser transitória, embora possa se estender por períodos prolongados de meses a até mais de um ano.
Em menos de 1% dos indivíduos infectados, contudo, a bactéria consegue penetrar na mucosa respiratória e atinge a corrente sanguínea levando ao aparecimento da doença meningocócica. A invasão geralmente ocorre nos primeiros cinco dias após o contágio. Os fatores que determinam o aparecimento de doença invasiva ainda não são totalmente esclarecidos.
A doença meningocócica pode ocorrer em pessoas de qualquer faixa etária, porém é mais comum em crianças até cinco anos e mais rara em idosos. Em geral, a incidência da doença é maior em países em desenvolvimento, especialmente em áreas com grandes aglomerados populacionais. A história de infecção recente pelo vírus influenza (gripe) e o tabagismo aumentam a chance de infecção meningocócica. Além disso, algumas pessoas por condições de doenças de base têm um maior risco de desenvolver a doença, como as submetidas à retirada cirúrgica do baço (esplenectomizados), ou as portadoras de disfunção do baço (asplenia funcional da anemia falciforme, da talassemia), ou aquelas com deficiências de imunoglobulinas e do complemento.
* dados sujeitos à revisão.
Fonte: Ministério da Saúde - Secretaria de Vigilância em Saúde, 2006.
Os fatores relacionados ao risco de adoecer não estão totalmente esclarecidos, contudo o contato próximo (Tabela 2) com pessoas infectadas é um fator de risco importante para o aparecimento de casos secundários. Estima-se que o risco de adoecimento entre os contactantes próximos é maior que o existente na população em geral, chegando a ser até 1000 vezes maior em pessoas que dividem o domicílio com o doente, o que justifica a adoção de medidas preventivas específicas direcionadas a este grupo.
Profissionais da área da saúde que realizaram procedimentos (entubação orotraqueal, exame de fundo do olho, passagem de cateter nasogástrico) sem utilização de material de proteção adequado (máscara cirúrgica e luvas).
De todas as doenças infecciosas, a doença meningocócica é uma das que causa maior impacto na população, pelo seu potencial de acometer de forma rápida e fulminante pessoas previamente saudáveis, na sua maioria crianças, e pelo risco de desencadear epidemias.
A falta de informação adequada associada ao sensacionalismo oportunista colaboram para aumentar o pânico da população e não contribuem para o controle efetivo da doença. Algumas medidas, adotadas com alguma freqüência por motivos não muito claros, como fechamento de escolas e emergências, desinfecção de ambulâncias, são tecnicamente inadequadas, pois a bactéria não sobrevive no ambiente.
Além disto são totalmente ineficazes para evitar ou controlar epidemias de doença meningocócica e, claramente, causam transtornos e prejuízos inclusive ao próprio atendimento médico à população.
O risco de doença meningocócica é mais significativo apenas para pessoas que tiveram contato muito próximo com uma pessoa infectada (portadora assintomática ou doente).
A definição de contactantes próximos pode ser variável de um país para outro e a identificação desses indivíduos, em geral, não é tarefa fácil e depende de uma investigação epidemiológica adequada. Não é incomum que todos os conhecidos de um indivíduo com doença meningocócica se julguem contactantes próximos e desejem receber quimioprofilaxia.
A quimioprofilaxia, quando indicada, deve ser iniciada o mais precocemente possível, de preferência nas primeiras 24 horas, pois a chance de um indivíduo evoluir com doença invasiva é maior nos primeiros cinco dias após a infecção. A eficácia da quimioprofilaxia, quando feita adequadamente, é de 90 – 95%. Portanto, mesmo os contactantes que receberam a quimioprofilaxia podem vir a adoecer e devem estar alerta para o aparecimento dos primeiros sintomas, pois o retardo no início do tratamento implica em maior letalidade.
Mesmo durante epidemias ou surtos, a quimioprofilaxia é recomendada apenas para os contactantes próximos. Nessa situação, deve ser considerada a utilização da vacina como medida profilática. Cabe aos serviços de vigilância epidemiológica, a identificação precoce de surtos e epidemias e a definição da população alvo para a vacinação.
A maioria das vacinas disponíveis contra a doença meningocócica é constituída por antígenos polissacarídicos da cápsula da bactéria e confere proteção por tempo limitado (cerca de três anos) e exclusivamente para os sorogrupos contidos na vacina, com reduzida eficácia em crianças de baixa idade (particularmente abaixo de 2 anos).
No Brasil, as vacinas antimeningocócicas estão disponíveis na Rede Pública apenas em situações de surtos e epidemias. A vacina conjugada C está disponível nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) exclusivamente para pessoas a partir dos 2 meses de idade e que tenham doenças ou condições de base que impliquem em um maior risco de doença meningocócica (asplenia congênita ou adquirida, esplenectomia, deficiências de complemento, anemia falciforme e talassemia). A solicitação deve ser feita pelo médico através de uma Ficha de Encaminhamento. Na rede privada, podem ser encontradas as vacinas bivalente A+C e a conjugada C.
Manifestações
A doença meningocócica tem início abrupto e evolução rápida, podendo levar ao óbito em menos de 24 a 48 horas. As manifestações iniciais da meningite são febre alta, prostração, dor de cabeça, vômitos, aparecimento na pele de pequenas manchas violáceas (petéquias) que inicialmente são semelhantes às picadas de mosquitos mas que rapidamente aumentam de número e de tamanho, dor e dificuldade na movimentação do pescoço (rigidez de nuca). Em crianças com menos de um ano de idade, as manifestações da meningite podem ser mais inespecíficas como febre, irritação, choro constante e abaulamento da fontanela (“moleira”) sem rigidez de nuca. Se não for rapidamente tratada com antibióticos, a doença pode evoluir com confusão mental e coma. A meningococcemia é a forma mais grave de apresentação da infecção pela N. meningitidis e as manifestações iniciais são semelhantes às da meningite, excluindo-se a rigidez de nuca.
A doença meningocócica pode ser confundida com outras doenças infecciosas como, por exemplo, o dengue grave (“hemorrágico”), embora a diferenciação seja simples. . Além disto existem outros agentes infecciosos que podem causar meningite (outras bactérias, vírus, fungos, etc). Nesses casos, as manifestações clínicas podem ser semelhantes e a diferenciação depende da realização de exames complementares. Quando existe a suspeita de doença meningocócica, o início do tratamento deve ser imediato e não é possível aguardar os resultados. A letalidade da doença meningocócica, se não tratada precocemente com antibióticos adequados, é virtualmente de 100%.
O diagnóstico inicial de doença meningocócica é clínico (história + exame físico da pessoa), feito essencialmente por exclusão de outras doenças. A confirmação laboratorial definitiva do diagnóstico é usualmente feita através do isolamento em cultivo da Neisseria meningitidis a partir de amostras de sangue ou de líquido céfalo-raquidiano (obtido por punção lombar), o que requer um certo tempo (1 a 3 dias). Mesmo que não haja recursos para confirmação diagnóstica, é de responsabilidade da unidade que prestou o primeiro atendimento o início imediato do tratamento com antibiótico adequado e hidratação. Após o início do tratamento o doente poderá ser transferido para um hospital de referência, obrigatoriamente em ambulância com acompanhamento médico. O contato telefônico prévio com o hospital de referência é imprescindível para se certificar da disponibilidade de vaga, evitando assim o deslocamento desnecessário e arriscado de uma pessoa em estado potencialmente crítico.
EM RESUMO :
Definição
A meningite meningocócica é uma infecção que causa inchaço e irritação (inflamação) das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal.
Consulte também:
Meningite asséptica
Meningite
Meningite - criptocócica
Meningite - gram-negativos
Meningite - H. influenzae
Meningite - pneumocócica
Meningite - estafilocócica
Meningite - tuberculosa
A meningite meningocócica é causada pela bactéria Neisseria meningitidis (também conhecida como meningococo).
A maioria dos casos de meningite meningocócica ocorre em crianças. O meningococo é a causa mais comum de meningite bacteriana em crianças e a segunda causa mais comum de meningite bacteriana em adultos.
A infecção ocorre com mais frequência no inverno ou na primavera. Ela pode causar epidemias locais em internatos, dormitórios estudantis ou bases militares.
Os fatores de risco incluem exposição recente ao meningococo e uma infecção recente do trato respiratório superior.
Sintomas
A doença pode se manifestar rapidamente e começar com uma infecção do trato respiratório superior ou dor de garganta.
Os sintomas incluem:
Febre alta
Alterações do estado mental
Náuseas
Áreas roxas, como machucados (púrpura)
Erupções, pontos vermelhos (petéquias)
Sensibilidade à luz (fotofobia)
Dor de cabeça forte
Mal-estar geral grave
Pescoço rígido
Vômitos
Exames e testes
O exame físico poderá mostrar:
Taquicardia
Pressão arterial baixa
Possível erupção
Pescoço rígido
Para qualquer paciente com meningite, é importante realizar uma punção lombar, na qual o líquido cérebro-espinhal (conhecido como líquido cefalorraquidiano ou LCR) é coletado para exames.
Os testes incluem:
Hemocultura
Cultura de LCR
Tomografia computadorizada do cérebro
Colorações especiais do líquido cérebro-espinhal
Contagem de leucócitos
Tratamento
Antibióticos como a ceftriaxona são prescritos e administrados no braço por via intravenosa. Outros medicamentos podem ser utilizados para tratar as complicações resultantes do aumento da pressão do líquido cérebro-espinhal.
Às vezes, são utilizados medicamentos esteroides, mais frequentemente em crianças que em adultos.
As pessoas em contato próximo com alguém com meningite meningocócica devem receber antibióticos para prevenir a infecção.
Essas pessoas incluem:
Membros da família
Companheiros de quarto em dormitórios
Aqueles que tenham contato próximo com uma pessoa infectada
Evolução (prognóstico)
O diagnóstico e o tratamento precoces são extremamente importantes para prevenir uma forma grave da doença ou a morte. A taxa de mortalidade varia de 5% a 15%. As crianças pequenas e os adultos com mais de 50 anos correm maior risco de morte.
Complicações
Dano cerebral
Surdez
Hidrocefalia
Maior pressão do líquido cérebro-espinhal
Retardo mental
Miocardite
Paralisia de vários músculos
Choque
Ligando para o médico
Vá para o pronto-socorro ou ligue para o número de emergência local (como o 192) se:
Notar sintomas de meningite
Os sintomas piorarem ou não melhorarem com o tratamento
Achar que teve contato com alguém com meningite
A meningite pode se tornar fatal rapidamente.
Prevenção
Todos os familiares e pessoas próximas (principalmente em ambientes de saúde ou de educação) a alguém com esse tipo de meningite devem começar o tratamento com antibióticos assim que possível para impedir a propagação da doença. Pergunte a seu médico sobre isso durante a primeira visita.
Os contatos próximos em casa, na escola ou na creche devem ser observados para detectar sinais precoces da doença assim que o primeiro caso for diagnosticado. Tenha sempre bons hábitos de higiene, como lavar as mãos antes e depois de trocar fraldas ou depois de usar o banheiro.
As vacinas são eficazes para controlar epidemias. Elas são atualmente recomendadas para:
Estudantes universitários
Recrutas militares
Pessoas que viajam a certas regiões do mundo
CONHEÇA A DOENÇA
Fonte: Doenças Infecciosas e Parasitárias: Guia de Bolso, Volume 1, 3ª edição, pág. 117 - Ministério da Saúde Brasília/DF - junho 2004
A doença meningocócica é uma infecção bacteriana aguda, rapidamente fatal, causada pela Neisseria meningitidis. Esta bactéria pode causar inflamação nas membranas que revestem o sistema nervoso central (meningite) e infecção generalizada (meningococcemia). Existem 13 sorogrupos identificados de N. meningitidis, porém os que mais freqüentemente causam doença são o A, o B, o C, o Y e o W135.
Estima-se a ocorrência de pelo menos 500 mil casos de doença meningocócica por ano no mundo, com cerca de 50 mil óbitos. É uma doença de evolução rápida e com alta letalidade, que varia de 7 até 70%. Mesmo em países com assistência médica adequada, a meningococcemia pode ter uma letalidade de até 40%. Geralmente acomete crianças e adultos jovens, mas em situações epidêmicas, a doença pode atingir pessoas de todas as faixas etárias.
Transmissão
O ser humano é o único hospedeiro natural da N. meningitidis. Cerca de 10% dos adolescentes e adultos são portadores assintomáticos da bactéria na orofaringe ("garganta") e podem transmitir a bactéria, mesmo sem adoecer. A bactéria é transmitida de uma pessoa para outra pela secreção respiratória (gotículas de saliva, espirro, tosse). Geralmente, após a transmissão, a bactéria permanece na orofaringe do indivíduo receptor por curto período e acaba sendo eliminada pelos próprios mecanismos de defesa do organismo. Desta forma, a condição de portador assintomático tende a ser transitória, embora possa se estender por períodos prolongados de meses a até mais de um ano.
Em menos de 1% dos indivíduos infectados, contudo, a bactéria consegue penetrar na mucosa respiratória e atinge a corrente sanguínea levando ao aparecimento da doença meningocócica. A invasão geralmente ocorre nos primeiros cinco dias após o contágio. Os fatores que determinam o aparecimento de doença invasiva ainda não são totalmente esclarecidos.
A doença meningocócica pode ocorrer em pessoas de qualquer faixa etária, porém é mais comum em crianças até cinco anos e mais rara em idosos. Em geral, a incidência da doença é maior em países em desenvolvimento, especialmente em áreas com grandes aglomerados populacionais. A história de infecção recente pelo vírus influenza (gripe) e o tabagismo aumentam a chance de infecção meningocócica. Além disso, algumas pessoas por condições de doenças de base têm um maior risco de desenvolver a doença, como as submetidas à retirada cirúrgica do baço (esplenectomizados), ou as portadoras de disfunção do baço (asplenia funcional da anemia falciforme, da talassemia), ou aquelas com deficiências de imunoglobulinas e do complemento.
* dados sujeitos à revisão.
Fonte: Ministério da Saúde - Secretaria de Vigilância em Saúde, 2006.
Os fatores relacionados ao risco de adoecer não estão totalmente esclarecidos, contudo o contato próximo (Tabela 2) com pessoas infectadas é um fator de risco importante para o aparecimento de casos secundários. Estima-se que o risco de adoecimento entre os contactantes próximos é maior que o existente na população em geral, chegando a ser até 1000 vezes maior em pessoas que dividem o domicílio com o doente, o que justifica a adoção de medidas preventivas específicas direcionadas a este grupo.
Profissionais da área da saúde que realizaram procedimentos (entubação orotraqueal, exame de fundo do olho, passagem de cateter nasogástrico) sem utilização de material de proteção adequado (máscara cirúrgica e luvas).
De todas as doenças infecciosas, a doença meningocócica é uma das que causa maior impacto na população, pelo seu potencial de acometer de forma rápida e fulminante pessoas previamente saudáveis, na sua maioria crianças, e pelo risco de desencadear epidemias.
A falta de informação adequada associada ao sensacionalismo oportunista colaboram para aumentar o pânico da população e não contribuem para o controle efetivo da doença. Algumas medidas, adotadas com alguma freqüência por motivos não muito claros, como fechamento de escolas e emergências, desinfecção de ambulâncias, são tecnicamente inadequadas, pois a bactéria não sobrevive no ambiente.
Além disto são totalmente ineficazes para evitar ou controlar epidemias de doença meningocócica e, claramente, causam transtornos e prejuízos inclusive ao próprio atendimento médico à população.
O risco de doença meningocócica é mais significativo apenas para pessoas que tiveram contato muito próximo com uma pessoa infectada (portadora assintomática ou doente).
A definição de contactantes próximos pode ser variável de um país para outro e a identificação desses indivíduos, em geral, não é tarefa fácil e depende de uma investigação epidemiológica adequada. Não é incomum que todos os conhecidos de um indivíduo com doença meningocócica se julguem contactantes próximos e desejem receber quimioprofilaxia.
A quimioprofilaxia, quando indicada, deve ser iniciada o mais precocemente possível, de preferência nas primeiras 24 horas, pois a chance de um indivíduo evoluir com doença invasiva é maior nos primeiros cinco dias após a infecção. A eficácia da quimioprofilaxia, quando feita adequadamente, é de 90 – 95%. Portanto, mesmo os contactantes que receberam a quimioprofilaxia podem vir a adoecer e devem estar alerta para o aparecimento dos primeiros sintomas, pois o retardo no início do tratamento implica em maior letalidade.
Mesmo durante epidemias ou surtos, a quimioprofilaxia é recomendada apenas para os contactantes próximos. Nessa situação, deve ser considerada a utilização da vacina como medida profilática. Cabe aos serviços de vigilância epidemiológica, a identificação precoce de surtos e epidemias e a definição da população alvo para a vacinação.
A maioria das vacinas disponíveis contra a doença meningocócica é constituída por antígenos polissacarídicos da cápsula da bactéria e confere proteção por tempo limitado (cerca de três anos) e exclusivamente para os sorogrupos contidos na vacina, com reduzida eficácia em crianças de baixa idade (particularmente abaixo de 2 anos).
No Brasil, as vacinas antimeningocócicas estão disponíveis na Rede Pública apenas em situações de surtos e epidemias. A vacina conjugada C está disponível nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) exclusivamente para pessoas a partir dos 2 meses de idade e que tenham doenças ou condições de base que impliquem em um maior risco de doença meningocócica (asplenia congênita ou adquirida, esplenectomia, deficiências de complemento, anemia falciforme e talassemia). A solicitação deve ser feita pelo médico através de uma Ficha de Encaminhamento. Na rede privada, podem ser encontradas as vacinas bivalente A+C e a conjugada C.
Manifestações
A doença meningocócica tem início abrupto e evolução rápida, podendo levar ao óbito em menos de 24 a 48 horas. As manifestações iniciais da meningite são febre alta, prostração, dor de cabeça, vômitos, aparecimento na pele de pequenas manchas violáceas (petéquias) que inicialmente são semelhantes às picadas de mosquitos mas que rapidamente aumentam de número e de tamanho, dor e dificuldade na movimentação do pescoço (rigidez de nuca). Em crianças com menos de um ano de idade, as manifestações da meningite podem ser mais inespecíficas como febre, irritação, choro constante e abaulamento da fontanela (“moleira”) sem rigidez de nuca. Se não for rapidamente tratada com antibióticos, a doença pode evoluir com confusão mental e coma. A meningococcemia é a forma mais grave de apresentação da infecção pela N. meningitidis e as manifestações iniciais são semelhantes às da meningite, excluindo-se a rigidez de nuca.
A doença meningocócica pode ser confundida com outras doenças infecciosas como, por exemplo, o dengue grave (“hemorrágico”), embora a diferenciação seja simples. . Além disto existem outros agentes infecciosos que podem causar meningite (outras bactérias, vírus, fungos, etc). Nesses casos, as manifestações clínicas podem ser semelhantes e a diferenciação depende da realização de exames complementares. Quando existe a suspeita de doença meningocócica, o início do tratamento deve ser imediato e não é possível aguardar os resultados. A letalidade da doença meningocócica, se não tratada precocemente com antibióticos adequados, é virtualmente de 100%.
O diagnóstico inicial de doença meningocócica é clínico (história + exame físico da pessoa), feito essencialmente por exclusão de outras doenças. A confirmação laboratorial definitiva do diagnóstico é usualmente feita através do isolamento em cultivo da Neisseria meningitidis a partir de amostras de sangue ou de líquido céfalo-raquidiano (obtido por punção lombar), o que requer um certo tempo (1 a 3 dias). Mesmo que não haja recursos para confirmação diagnóstica, é de responsabilidade da unidade que prestou o primeiro atendimento o início imediato do tratamento com antibiótico adequado e hidratação. Após o início do tratamento o doente poderá ser transferido para um hospital de referência, obrigatoriamente em ambulância com acompanhamento médico. O contato telefônico prévio com o hospital de referência é imprescindível para se certificar da disponibilidade de vaga, evitando assim o deslocamento desnecessário e arriscado de uma pessoa em estado potencialmente crítico.
EM RESUMO :
Definição
A meningite meningocócica é uma infecção que causa inchaço e irritação (inflamação) das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal.
Consulte também:
Meningite asséptica
Meningite
Meningite - criptocócica
Meningite - gram-negativos
Meningite - H. influenzae
Meningite - pneumocócica
Meningite - estafilocócica
Meningite - tuberculosa
A meningite meningocócica é causada pela bactéria Neisseria meningitidis (também conhecida como meningococo).
A maioria dos casos de meningite meningocócica ocorre em crianças. O meningococo é a causa mais comum de meningite bacteriana em crianças e a segunda causa mais comum de meningite bacteriana em adultos.
A infecção ocorre com mais frequência no inverno ou na primavera. Ela pode causar epidemias locais em internatos, dormitórios estudantis ou bases militares.
Os fatores de risco incluem exposição recente ao meningococo e uma infecção recente do trato respiratório superior.
Sintomas
A doença pode se manifestar rapidamente e começar com uma infecção do trato respiratório superior ou dor de garganta.
Os sintomas incluem:
Febre alta
Alterações do estado mental
Náuseas
Áreas roxas, como machucados (púrpura)
Erupções, pontos vermelhos (petéquias)
Sensibilidade à luz (fotofobia)
Dor de cabeça forte
Mal-estar geral grave
Pescoço rígido
Vômitos
Exames e testes
O exame físico poderá mostrar:
Taquicardia
Pressão arterial baixa
Possível erupção
Pescoço rígido
Para qualquer paciente com meningite, é importante realizar uma punção lombar, na qual o líquido cérebro-espinhal (conhecido como líquido cefalorraquidiano ou LCR) é coletado para exames.
Os testes incluem:
Hemocultura
Cultura de LCR
Tomografia computadorizada do cérebro
Colorações especiais do líquido cérebro-espinhal
Contagem de leucócitos
Tratamento
Antibióticos como a ceftriaxona são prescritos e administrados no braço por via intravenosa. Outros medicamentos podem ser utilizados para tratar as complicações resultantes do aumento da pressão do líquido cérebro-espinhal.
Às vezes, são utilizados medicamentos esteroides, mais frequentemente em crianças que em adultos.
As pessoas em contato próximo com alguém com meningite meningocócica devem receber antibióticos para prevenir a infecção.
Essas pessoas incluem:
Membros da família
Companheiros de quarto em dormitórios
Aqueles que tenham contato próximo com uma pessoa infectada
Evolução (prognóstico)
O diagnóstico e o tratamento precoces são extremamente importantes para prevenir uma forma grave da doença ou a morte. A taxa de mortalidade varia de 5% a 15%. As crianças pequenas e os adultos com mais de 50 anos correm maior risco de morte.
Complicações
Dano cerebral
Surdez
Hidrocefalia
Maior pressão do líquido cérebro-espinhal
Retardo mental
Miocardite
Paralisia de vários músculos
Choque
Ligando para o médico
Vá para o pronto-socorro ou ligue para o número de emergência local (como o 192) se:
Notar sintomas de meningite
Os sintomas piorarem ou não melhorarem com o tratamento
Achar que teve contato com alguém com meningite
A meningite pode se tornar fatal rapidamente.
Prevenção
Todos os familiares e pessoas próximas (principalmente em ambientes de saúde ou de educação) a alguém com esse tipo de meningite devem começar o tratamento com antibióticos assim que possível para impedir a propagação da doença. Pergunte a seu médico sobre isso durante a primeira visita.
Os contatos próximos em casa, na escola ou na creche devem ser observados para detectar sinais precoces da doença assim que o primeiro caso for diagnosticado. Tenha sempre bons hábitos de higiene, como lavar as mãos antes e depois de trocar fraldas ou depois de usar o banheiro.
As vacinas são eficazes para controlar epidemias. Elas são atualmente recomendadas para:
Estudantes universitários
Recrutas militares
Pessoas que viajam a certas regiões do mundo
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