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O BRASIL DEPOIS DO CARNAVAL <<>> ALERTA FEBRE AMARELA PODE TER UM AUMENTO MAIOR DO QUE ESPERADO <<>> ORIGEM DA AFRICA<>> A MORTES DE MACACOS SERVEM DE AVISO <<>> PESSOAS NÃO IMUNIZADAS PODEM ADQUIRIR A DOENÇA <<>> HÁ FORMAS DE PREVENÇÃO <<>> O QUE É FEBRE AMARELA <<>> É PROVOCADA PELO ARBOVÍRUS DO GÊNERO FLAVIVÍRUS





RENATO SANTOS 01/03/2017  Antes de mais nada precisamos tomar muito cuidado com as informações passadas pelas rede sociais, que na realidade podem ser desencontradas e com falácias, mas, por outro lado temos que ficar atentos e em alerta total, trata-se da epidemia da febre amarela a qual foi feita uma matéria, em janeiro pela BBC, e outras fontes de informação fonte do Ministério da Saúde  e Fiocruz, a qual a GAZETA CENTRAL ( BLOG), pesquisou para não haver dúvidas. 



"A probabilidade de levar uma picada de Aedes aegypti no Rio durante o Carnaval é 99,9%. É inescapável. 

As pessoas ficaram preocupadas com Olimpíada, Copa do Mundo. Isso é besteira. Imagine se chega alguém com febre amarela no Rio no Carnaval.

Para Massad, no entanto, o governo deveria elaborar uma estratégia para ampliar a vacinação contra a febre amarela em todo o país, incluindo as zonas costeiras, onde estão alguns dos maiores centros urbanos, que não são consideradas endêmicas.
De acordo com o ministério, apenas os Estados de Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Espírito Santo e Rio de Janeiro estão fora da Área com Recomendação para Vacinação (ACRV) de febre amarela.
Mas enquanto ainda não se explica como o vírus se manteve fora das cidades durante os últimos 75 anos - mesmo com o aumento da infestação pelo Aedes aegypti - o pesquisador continua preocupado.
"Desde 1940 não temos ciclos, no Brasil, de transmissão deste vírus pelo Aedes aegypti, só pelo Haemagogus. A morte de macacos perto de pessoas mostra que um ciclo que deveria estar limitado ao ambiente das matas está mais perto das áreas onde vivem humanos. E quando eles estão próximos, é mais fácil para o mosquito passar o vírus para uma pessoa", explica.

Macacos

Atualmente, 15 municípios mineiros estão em situação de alerta para a febre amarela. 
Também estão sendo monitoradas cidades onde ainda não houve casos em humanos, mas que registraram mortes de macacos possivelmente causadas pela doença.
O monitoramento ocorre normalmente no Brasil todos os anos, especialmente entre dezembro e maio, considerado o período de maior probabilidade de transmissão da febre amarela.
A bióloga Marcia Chame, coordenadora da Plataforma Institucional de Biodiversidade e Saúde Silvestre na Fiocruz Rio, diz que as autoridades de saúde no Brasil já haviam percebido que os surtos extravasam o ambiente das florestas aproximadamente a cada sete anos e atingem mais seres humanos no interior do país.
"Este surto maior é cíclico e, por isso, já há atenção sobre isso. Isso tem relação com todas as atividades humanas que invadem a floresta. E no Brasil também temos um processo importante de perda de ambientes naturais", disse à BBC Brasil.
Segundo ela, o aumento das mortes de macacos - principais hospedeiros do vírus no ciclo de transmissão silvestre - é o principal indicativo de que o surto pode estar se aproximando das populações humanas.
"Em 2009, no Rio Grande do Sul, as pessoas chegaram a matar os macacos, achando que eles transmitiam a doença, mas ele nos presta um serviço, porque é o sentinela. É importante notificar as autoridades dessas mortes."
Na Fiocruz, a equipe liderada por Chame tenta entender o que causa esses surtos de maior proporção na tentativa de evitar, também, que o vírus volte às cidades.
"Estamos modelando a ocorrência de febre amarela contra 7,2 mil parâmetros ambientais, climatológicos e outros, para tentarmos identificar que variáveis que causam isso, mas é muito complexo", explica.
"Elas acontecem em ambientes diferentes, com espécies de macacos e de mosquitos vetores diferentes. Precisamos que a população nos ajude a identificar esses animais e o que está ao redor dos locais onde são encontrados - empreendimentos imobiliários, construções."
O receio, diz ela, é que com a diminuição das áreas florestais, animais que foram infectados frequentem cada vez mais os centros urbanos em busca de alimento e abrigo. Lá, eles também poderiam ser picados pelo Aedes aegypti, abundante nas cidades brasileiras.

Retorno

Atualmente, o Ministério da Saúde recomenda que todas as pessoas que moram ou têm viagem planejada para áreas silvestres, rurais ou de mata verifiquem se estão vacinadas contra a febre amarela. Em geral, a vacina passa a fazer efeito após um período de dez dias.
O risco de que moradores de áreas endêmicas e até ecoturistas contraiam o vírus e o levem para cidades maiores é a principal preocupação dos especialistas. Na verdade, eles ainda tentam descobrir por que isso não ocorreu até agora.

"Ainda é um desafio entender como a febre amarela não voltou para os centros urbanos, já que temos um grande número de pessoas que vão a áreas endêmicas para turismo ou a trabalho e voltam para cidades infestadas de Aedes aegypti", diz Eduardo Massad.

Vacina

O Ministério recomenda a vacina para pessoas a partir de nove meses de idade que vivem nas áreas endêmicas ou viajarão para lá e a partir dos seis meses, em situações de surto.

Segundo a pasta, todos os Estados estão abastecidos com a vacina e o país tem estoque suficiente para atender a todas as pessoas nestas condições.
OS SINTOMAS 

Dor de cabeça, acompanhada de vômitos, náuseas, pele e olhos amarelados e sangramentos são alguns dos sintomas da febre amarela. Um dos mosquitos transmissores da febre é o Aedes Aegypti, que também é o causador da dengue. E é o flavivírus, o causador da febre amarela. Eles são comuns na África, América Central e América do Sul.
Os maiores locais de epidemias são nos países africanos, mais precisamente na zona central do continente. 

No Brasil, a febre ataca todas as regiões, entretanto, mais fortemente nas áreas silvestres como as encontradas na região norte. Se um mosquito atinge um macaco e, logo depois um ser humano, a doença será transmitida com certeza. 

Outra forma, é por meio da picada de um desses mosquitos: aedes aegypti, nas áreas urbanas e haemagogus, nas zonas silvestres.
A vacina contra a febre amarela é eficaz e tem a validade de dez anos. Ela é disponibilizada gratuitamente nos postos de saúde. O Ministério da Saúde costuma dar orientações para os viajantes daqui e, principalmente, dos que vêm do exterior.
O Brasil recomenda a vacinação aos que se destinam às zonas de mata. Alguns países da América do Sul e da África, cobram um certificado, chamado de Certificado de Vacinação – CIV, da cor amarela.
Para quem viaja rumo à África ou alguns países da América do Sul, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA, disponibiliza, nos guichês encontrados em aeroportos, portos, passagens de fronteiras ou nas Sedes da Coordenação, a troca do cartão CIV. 

Apenas o portador do cartão é que pode solicitar a troca do mesmo e deve estar portando o documento oficial com fotografia: Carteira de Identidade, Passaporte ou Cédula Profissional (OAB, CRM, CREA e etc.). 

Os menores de idade devem apresentar, caso não tenham a carteira de identidade, a Certidão de Nascimento. 

A febre amarela apresenta sintomas muito semelhantes aos da gripe. No entanto, se tratar em casa, sem ao menos ir ao médico, é uma escolha que pode acarretar em morte, caso seja a febre. 

Por isso, de acordo com o Ministério da Saúde, alguns sintomas mais comuns da doença são: febre alta e calafrios, mal-estar, vômitos, dores no corpo, peles e olhos com icterícia (amarelados), sangramentos (gengiva, estômago, nariz, etc.), fezes mais escurecidas e diminuição da urina.

Uma das dicas que o Ministério da Saúde disponibiliza é: se o indivíduo observar que há, no respectivo local onde ele esteve, a presença de primatas não humanos mortos ou doentes, deve contatar a autoridade de saúde mais próxima, pois as pessoas não imunizadas podem adquirir a doença.
A febre amarela é muito perigosa, uma vez que não existem tratamentos específicos dessa doença. Há formas de prevenção, que são bem eficazes e de longa duração. O Ministério adverte que devem ser tomados os mesmos cuidados que se têm em relação à dengue. O melhor a fazer é, no caso da manifestação dos sintomas, ir ao médico e informá-lo sobre o caso. E sempre lembrar de dizer se viajou, ou não, antes de sentir alterações.

O QUE É FEBRE AMARELA?

A febre amarela é uma doença infecciosa provocada pelo Arbovírus do gênero Flavivírus (vírus da doença). Ela se manifesta em áreas de cerrados e florestas. No Brasil, é mais comum a manifestação dela na região norte. A doença ocorre tanto nas zonas rurais quanto nas cidades. A febre se propaga através do mosquito chamado Haemagogus ou mesmo do Aedes Aegypti – o também transmissor da dengue. A febre amarela ocorre nas zonas tropicais, bastante encontrado no continente africano, na América do Sul e América Central.
Segundo os dados do Ministério da Saúde, não há casos da febre, em áreas urbanizadas, desde a década de 1940. No Brasil, pesquisadores desenvolveram uma vacina bastante eficaz e sua validade dura cerca de dez anos. A febre amarela não pode ser transmitida de pessoa para pessoa, apenas através da picada dos mosquitos Aedes Aegypti ou Haemagogus. O vírus se mantém por intermédio dos macacos, que contribuem para o ciclo dos agentes causadores.
Uma vez que o indivíduo é picado pelo transmissor da febre amarela, a vítima estará fadada a sintomas totalmente desagradáveis. Sangramentos de partes do corpo, tanto internas quanto externas, alguns enjoos e outros. O nome febre amarela é devido a coloração dos olhos e da pele, por meio de icterícia (doença caracterizada por certa amarelidão na pele e na membrana externa branca do olho, chamada esclerótica).
A febre amarela é uma doença que causou muitos transtornos, principalmente no ramo das ciências. Ela foi o motivo de vários debates e bastante polêmica entre os especialistas. Todavia, após estudos avançados, munidos de novidades técnicas da área da biologia molecular, os pesquisadores descobriram que a doença originou-se na África.
Os primeiros registros de doenças com características semelhantes as da febre amarela, surgiram em meados do século XVII, nos escritos da cultura maia, em 1648, na cidade de Yucatan, no México. Outro caso, agora confirmado, foi na Europa, onde a febre virou epidemia, em 1730, na região que, hoje, pertence à Portugal e Espanha. Na época, houve mais de 2000 mortes por causa da febre amarela.
A doença também chegou ao país norte americano; porém, nos séculos XVIII e XIX. Aconteceram diversos surtos da epidemia da febre amarela no país norte-americano. O vírus chegou no país através das embarcações que chegavam à costa, vindos dos países asiáticos, como também, do Caribe.
No Brasil, a procedência desses casos se dá mais nas regiões silvestres – uma vez que nas áreas urbanas, a febre amarela foi erradicada em 1942, quando houve o último caso da epidemia, na região norte, no estado do Acre. A febre voltou a ameaçar no final da década de 70, quando um dos mosquitos transmissores, o Aedes Aegypti, voltou para o país.
De acordo com o Ministério da Saúde, a febre amarela é uma doença letal. Dos 662 casos confirmados da epidemia, no período entre 1980 a 2004, foram 339 mortes, ou seja, mais de 50% das ocorrências levaram pessoas a óbito. Por isso, a doença deve ser tratada com seriedade.

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