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RENATO PEREIRA DOS SANTOS FILHO Experiência 1988 Fotógrafo Diário de Guarulhos 1989 Entrevistador Jornal da Liga Árabe de Guarulhos 1990 Entrevistador Jornal do Brás e Federação do Truco Estado de São Paulo 1992 Redator, Fotografo da Gazeta Central de Publicidade e Jornalismo Ltda 1995 - 2.000 Professor Secretária do Estado de São Paulo PEB II 2.001 Arquivista Escritório Doutor Cornélio José Silva 2007 Auxiliar de Escritório Doutor Cornélio José Silva 2009 Arquivista Escritório Jose Maria Zey 2010 - 2012 Escritório do Doutor Cornélio José Silva 2013 -atual Blogueiro Escolaridade • Escola Estadual Professor Cyro Barreiros • Escola Estadual Salim Mudeh • Escola estadual romano Puggiari • Universidade Mogi as Cruzes ( Jornalismo Incompleto 1995) • Universidade Ung Letras ( Incompleto) • Uninove Vergueiro Ciência Jurídica ( trancado) • • Cursos com certificados OAB Certificado do curso/palestra Jurídicas 13 de julho 2005 OAB CERTIFICADO DO CURSO/PALESTRA A POLICIA JUDICIÁRIA NO ESTADO DEMOCRÁTICO E O INQUÉRITO POLICIAL À LUZ DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL SETEMVRO 2005 TELECENTRO PREFEITURA DE SÃO PAULO CERTIFICADO E CURSO DE INTRODUÇÃO À HTML E OUTRAS LINGUAGENS DE COMPUTAÇÃO DEZEMBRO DE 2005 OAB CERTIFICADO/CURSO INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA NO CÓDIGO DE DESESA DO CONSUMIDOR MAIO DE 2006 OAB CURSO E CERTIFICADO LOCAL DE CRIME O CADÁVER, A FAUNA CADAVÉRICA E A PERÍCIA JUNHO DE 2008 ACADEMIA INTERNACIONAL DE DIREITO E ECONOMIA SETEMBRO 2008 CENTRAL DE CURSO DE RECOLOCAÇÃO E MARKETING ADMINISTRAÇÃO PROFISSIONAL DEZEMBRO DE 2008 IBCCRIM RESPONSABILIDADE PENAL NOS CRIMES DA DITATURA MILITAR 2008 USP UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS DEZEMBRO DE 2008 60 ANOS DA DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS CIEE PERSPESCTIVAS DO S ETOR DE HABITAÇÃO 2009 EAD FUG CURSO DE FORMAÇÃO POLITICA 2010 CURSO DE PROFESSOR E A CRITIVIDADE IPC GUARULHOS 2016 FACULDADE FIA DE ADMINISTRAÇÃO E NEGÓCIOS CENARIOS 20/25 FEVEREIRO 2020 CURSO DE PORTEIRO CB0 5174-10 2020 CURSO DE TEOLOGIA SISTEMÁTICA/MISSIOLOGIA/HISTÓRICO DA IGREJA/SERMÃO/LITURGIA DE CULTO 2020 - 2021 INSTITUO BÍBLICO DA 1.ª IGREJA PRESBITERIANA CONSERVADORA DE GUARULHOS DESCRIÇÃO DOS CURSOS: Calculo trabalhistas Cálculo da Previdência Contratos Petições Iniciais ( civil trabalhista Criminal e Previdenciária) Todos administrados pelo Dr. Cornélio José Silva e supervisionados Gestão de Conflitos Pessoais e marketing administrados por Dr. Cornélio Na área de Jornalismo marketing A Importância do marketing Orientação da empresa para o mercado, Conceitos, tendências e tarefas fundamentais de marketing , análise Swot, sistema de marketing de pesquisa Liderança para às seguintes áreas profissional: Jornalismo/Publicidade, Advocacia /Politica Liderança e produtividade a função utilização em Administração e recursos Humanos para todas às área dentro de seus conceitos e preceitos objetivos críticos construtivos ou não. Desafios para a Gestão de Pessoas Gestão de qualidade os desafios atuais da gestão da advocacia e jornalismo para qualidade total

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domingo, 24 de agosto de 2014

FAMILIA É CÉLULA DE UMA SOCIEDADE, TANTO NO ALCORÃO COMO NA BIBLIA, BVOU PEDIR UMA COISA CANDIDATOS PARA DEPUTADO FEDERAL, ESTADUAL,GOVERNADOR,SENADOR E P´RESIDENTE QUE DEFEDEM O FIM DA FAMILIA PARA CUIDADOR NÃO MERECEM NOSSOS VOTOS NEM DOS ISLAMISMO E NEM DOS CRISTIANISMOS

INTRODUÇÃO :


Não  consigo  entender  uma coisa, como tem gente que  professa a fé  em JESUS CRISTO  e  vota naqueles  que querem o fim da familia, isso para meu conceito  é  que chamo HERESIA  ou HIPOCRESIA,infelizmente  estamos  vivendo  no FARAISMO, onde  os  chamdos  pastorzinhos aquele que fazem um certo cursinho de teologia e  já  sai abrindo portinhas destes  inferninhos, chamados igrejinhas  e muitas  pessoas  sem o conhecimento da verdade, por que  não  estudam a  Biblia  e nem procura  uma IGREJA  SÉRIA,  então , ficam sendo classificados  como  crentes  e não CRISTÃOS. 

OS  CRISTÃO, que  professam a sua  fé  em CRISTO JESUS e  através  do ESPIRITO SANTO, não podem e nem devem dar  seus  votos  aos que contriui  com o fim da familia, o termo familia (  pai, mãe e filhos), ninguem nasce da  terra, e  nem  da  agua e nem de macacos e  tão pouco  são  produtos  que se brotam.

Todos  nós  inclusive esses  lixos que defendem o fim  da familia  para  colocar cuidadores  nas CERTIDÕES DE NASCIMENTOS, eles também nasceram de pai e mãe  pelo ato sexual, conjunção  carnal, e outros  nomes  que se deem, não posso  de sã consciência  determinar qualquer candidato  a DEPUTADO FEDERAL, ESTADUAL,SENADOR E PRESIDENTE, que  venham defender  e  concordar com o fim da familia , estarei  traindo não só aminha fé, mas, também, a minha  consciência.A  familia é sacramento de Deus e disso  eu  não  abro  mão.
ASSINADO  RENATO  SANTOS

Vejamos  então o pensamento de um Jurista, Político, diplomata e escritor Ruy Barbosa ao discursar no Senado Federal em 1914, com o tema:

“Sinto Vergonha de Mim”  afirmou entre outras coisas que a família é “célula-mater da sociedade”.[1]   


A família é o fundamento de uma sociedade, a célula principal, o padrão de todos os demais relacionamentos sociais.  No século XXI essa declaração não tem sido defendida pela maioria dos brasileiros. 

Em tempos como o nosso tem sido questionado constantemente essa formação tradicional: pai, mãe e filhos! A família pode ter outras formações, segundo a visão moderna, como: pai, pai e filhos ou mãe, mãe e filhos! 

Em algumas escolas públicas tem sido abolido o dia das mães e dia dos pais, com o argumento de não ofender crianças que são “cuidados” por homossexuais! Não será mais o dia da mãe ou do pai, mas o dia dos “cuidadores”!

Nosso país é “laico”, ou seja, não tem uma confissão religiosa que o rege que interfere nas decisões do estado democrático. 

Logo, cada pessoa pode, em “tese” ter suas opiniões, suas crenças, suas escolhas. Para um país laico é extremamente normal esse tipo de posicionamento em relação da "multiformidade familiar", afinal todo cidadão tem o mesmo direito de defender sua ideologia, afirmam eles! 

Somado a isso, vivemos o período da pós-modernidade, que defende a relativização de tudo que é fixo, dogmático, absoluto, sob a teoria que não existe verdade absoluta. Logo, a família não é vista como algo que não pode ser modificado na sua estrutura.

Então  faço  essa  pergunta : Como devemos responder a todos esses ataques a família?

Resposta: Se der a respostas  so  pela  Biblia, alguns  não acreditam, então, vamos  entender  o que  o Alcorão  fala  sobre esse assunto:

NO CONCEITO  DO ALCORÃO :

Deus diz no Alcorão - em uma passagem que o profeta, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele, costumava repetir com frequência quando começava seus discursos:

“Ó humanos! Temei a vosso Senhor, que vos criou de um só ser, do qual criou a sua companheira e, de ambos, fez descender inumeráveis homens e mulheres. Temei a Deus, em nome do Qual exigis os vossos direitos mútuos e reverenciai os laços de parentesco. Porque Deus é vosso Observador.” (Alcorão 4:1);

A  FAMILIA  É  O NUCLEO DA  SOCEIDADE DIZ ALCORÃO:

A família é o núcleo da sociedade como um todo. Se a família está sobre uma fundação sólida, é mais provável que a sociedade como um todo estará em boa situação.  

Assim, em geral, os mensageiros de Deus, os exemplos primordiais para os humanos, aderiram a essa instituição do casamento e família.  Deus declara:

“Antes de ti havíamos enviado mensageiros; e lhes concedemos esposas e descendência,...”  (Alcorão 13:38)

O profeta Muhammad também estabeleceu o casamento como um estilo de vida, dizendo:

Por Deus, sou o mais temente a Deus dentre vocês e tenho mais devoção, entretanto, jejuo e quebro meu jejum, oro [à noite] e durmo e caso com as mulheres.  Quem quer que se desvie de minha sunnah[1] não é de mim.” (Saheeh Al-Bukhari, Saheeh Muslim):

Sem dúvida, o Islã coloca grande ênfase sobre a coesão e as relações familiares.  Sábios da lei islâmica destacaram que quando se estuda as leis encontradas no Islã e o que parece ser a sabedoria por trás dela, se encontra que foram formuladas para estabelecer, proteger, reforçar e perpetuar necessidades específicas de vida.  As necessidades de vida como previstas pela lei islâmica são:

(1)  religião;

(2)  vida;

(3)  laços familiares e relacionamentos;

(4)  capacidade mental e

(5)  bens e propriedades.

Assim, por exemplo, é necessário apenas ponderar sobre as leis precisas relacionadas à preservação da santidade da família para compreender a grande ênfase que o Islã coloca sobre a família.  

No “ocidente moderno”, hoje em dia, por exemplo, adultério e outros atos que atingem a base de uma família não são considerados crimes.[2]  

No Islã, a situação é muito diferente.  O Islã exorta todos os membros de uma família a se tratarem bem evitando atos promíscuos que são em si mesmos danosos e prejudiciais para qualquer casamento.  Por exemplo, Deus diz:

“Evitai a fornicação.  É uma obscenidade e um péssimo exemplo!” (Alcorão 17:32)

Entretanto, essas exortações não são simplesmente palavras vazias.  Ao invés disso, também são apoiadas com a força da lei para alguns dos atos mais notórios que não podem ser negligenciados.   Assim, Deus ordena:

“Quanto à adúltera e ao adúltero, vergastai-os com cem vergastadas, cada um; que a vossa compaixão não vos demova de cumprir a lei de Deus, se realmente credes em Deus e no Dia do Juízo Final. Que uma parte dos fiéis testemunhe o castigo.” (Alcorão 24:2)

Não é permitido que a piedade supere o que deve ser feito, porque no fim, aquela piedade - e piedade é algo que leva alguém a fazer o bem a outros - levará a maus resultados.  Além disso, em um dito do profeta registrado por al-Bukhari e Muslim, está confirmado que ele ordenou o apedrejamento até a morte para o adúltero.  De fato, o Islã vai além disso para proteger a santidade da família: aqueles que acusam falsamente as mulheres castas desses maus atos também recebem punições severas.  Deus diz:

“E àqueles que difamarem as mulheres castas, sem apresentarem quatro testemunhas, infligi-lhes oitenta vergastadas e nunca mais aceiteis os seus testemunhos, porque são depravados.” (Alcorão 24:4)

Em particular, Deus oferece orientação para a humanidade em relação ao comportamento com todos os membros da família.  Em nome da brevidade, esse pequeno artigo apresentará uma visão geral do comportamento adequado de um muçulmano em relação aos outros membros de sua família, incluindo pais, filhos, cônjuges e outros parentes.


A Natureza Coesiva da Família (parte 1 de 4): Introdução 


Descrição: Uma introdução a como o Islã assegura a coesividade da instituição da família no Islã, com seus primeiros e principais constituintes, os pais.
Por Jamaal al-Din Zarabozo (© 2011 IslamReligion.com)
Publicado em 02 Jan 2012 - Última modificação em 27 Oct 2013
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Categoria: Artigos > Sistemas no Islã > Família 
Deus diz no Alcorão - em uma passagem que o profeta, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele, costumava repetir com frequência quando começava seus discursos:

“Ó humanos! Temei a vosso Senhor, que vos criou de um só ser, do qual criou a sua companheira e, de ambos, fez descender inumeráveis homens e mulheres. Temei a Deus, em nome do Qual exigis os vossos direitos mútuos e reverenciai os laços de parentesco. Porque Deus é vosso Observador.” (Alcorão 4:1)

A família é o núcleo da sociedade como um todo. Se a família está sobre uma fundação sólida, é mais provável que a sociedade como um todo estará em boa situação.  Assim, em geral, os mensageiros de Deus, os exemplos primordiais para os humanos, aderiram a essa instituição do casamento e família.  Deus declara:

“Antes de ti havíamos enviado mensageiros; e lhes concedemos esposas e descendência,...”  (Alcorão 13:38)

O profeta Muhammad também estabeleceu o casamento como um estilo de vida, dizendo:

Por Deus, sou o mais temente a Deus dentre vocês e tenho mais devoção, entretanto, jejuo e quebro meu jejum, oro [à noite] e durmo e caso com as mulheres.  Quem quer que se desvie de minha sunnah[1] não é de mim.” (Saheeh Al-Bukhari, Saheeh Muslim)

Sem dúvida, o Islã coloca grande ênfase sobre a coesão e as relações familiares.  Sábios da lei islâmica destacaram que quando se estuda as leis encontradas no Islã e o que parece ser a sabedoria por trás dela, se encontra que foram formuladas para estabelecer, proteger, reforçar e perpetuar necessidades específicas de vida.  As necessidades de vida como previstas pela lei islâmica são:

(1)  religião;

(2)  vida;

(3)  laços familiares e relacionamentos;

(4)  capacidade mental e

(5)  bens e propriedades.

Assim, por exemplo, é necessário apenas ponderar sobre as leis precisas relacionadas à preservação da santidade da família para compreender a grande ênfase que o Islã coloca sobre a família.  No “ocidente moderno”, hoje em dia, por exemplo, adultério e outros atos que atingem a base de uma família não são considerados crimes.[2]  No Islã, a situação é muito diferente.  O Islã exorta todos os membros de uma família a se tratarem bem evitando atos promíscuos que são em si mesmos danosos e prejudiciais para qualquer casamento.  Por exemplo, Deus diz:

“Evitai a fornicação.  É uma obscenidade e um péssimo exemplo!” (Alcorão 17:32)

Entretanto, essas exortações não são simplesmente palavras vazias.  Ao invés disso, também são apoiadas com a força da lei para alguns dos atos mais notórios que não podem ser negligenciados.   Assim, Deus ordena:

“Quanto à adúltera e ao adúltero, vergastai-os com cem vergastadas, cada um; que a vossa compaixão não vos demova de cumprir a lei de Deus, se realmente credes em Deus e no Dia do Juízo Final. Que uma parte dos fiéis testemunhe o castigo.” (Alcorão 24:2)

Não é permitido que a piedade supere o que deve ser feito, porque no fim, aquela piedade - e piedade é algo que leva alguém a fazer o bem a outros - levará a maus resultados.  Além disso, em um dito do profeta registrado por al-Bukhari e Muslim, está confirmado que ele ordenou o apedrejamento até a morte para o adúltero.  De fato, o Islã vai além disso para proteger a santidade da família: aqueles que acusam falsamente as mulheres castas desses maus atos também recebem punições severas.  Deus diz:

“E àqueles que difamarem as mulheres castas, sem apresentarem quatro testemunhas, infligi-lhes oitenta vergastadas e nunca mais aceiteis os seus testemunhos, porque são depravados.” (Alcorão 24:4)

Em particular, Deus oferece orientação para a humanidade em relação ao comportamento com todos os membros da família.  Em nome da brevidade, esse pequeno artigo apresentará uma visão geral do comportamento adequado de um muçulmano em relação aos outros membros de sua família, incluindo pais, filhos, cônjuges e outros parentes.

Os Pais

Deus exigiu que os muçulmanos tratem seus pais da melhor maneira possível.  Os muçulmanos devem ser um povo grato.  Devem ser gratos a Deus e a todos que lhes fazem bem.  Depois de Deus, talvez não exista ninguém mais merecedor da gratidão de uma pessoa do que seus pais.  Assim, vários versículos do Alcorão tocam a questão do tratamento dos pais.  Na verdade, em mais de uma passagem, Deus vinculou o bom comportamento em relação aos pais com a ordem de adorar somente a Ele.  Note, por exemplo, o seguinte versículo do Alcorão:

“Adorai a Deus e não Lhe atribuais parceiros. Tratai com benevolência vossos pais e parentes, os órfãos, os necessitados, o vizinho próximo, o vizinho estranho, o companheiro, o viajante e os vossos servos. Porque Deus não estima arrogante e jactancioso algum.” (Alcorão 4:36)

Deus também diz:

“Dize (Ó Muhammad): ‘Vinde, eu recitarei o que vosso Senhor vos proibiu:  Não Lhe atribuais parceiros; tratai com benevolência vossos pais;...” (Alcorão 6:151)

“E vosso Senhor decretou que não adoreis outro senão Ele.  Que sejais indulgentes com vossos pais, mesmo que a velhice alcance um deles ou ambos, em vossa companhia; não os reproveis, nem os rejeiteis; outrossim, dirigi-lhes palavras honrosas. E estende sobre eles a asa da humildade, e dize: Ó Senhor meu, tem misericórdia de ambos, como eles tiveram misericórdia de mim, criando-me desde pequenino! Vosso Senhor é mais sabedor do que ninguém do que há em vossos corações. Se sois virtuosos, sabei que Ele é Indulgente para com os contritos.” (Alcorão 17:23-25)

“E lembra-lhes de quando firmamos o pacto com os Filhos de Israel, (dizendo): Não adoreis senão a Deus; tratai com benevolência vossos pais...”  (Alcorão 2:83)

O profeta também enfatizou o bom tratamento com os pais, colocando-o depois da oração em seu horário correto como um ato que é muito amado por Deus. Perguntaram ao profeta:

“Qual o ato mais amado por Deus?”  Ele respondeu: “A oração em seu horário correto.”  Perguntaram: “E depois?”  Ele respondeu: “Ser indulgente com os pais...” (Saheeh Al-Bukhari, Saheeh Muslim)

Deus lembra aos crentes que seus pais, em particular a mãe, passaram por grande dificuldade e esforço para criar seu filho e, portanto, merecem amor, respeito e gratidão.  Deus diz:

“Recorda-te de quando Lucman disse ao seu filho, exortando-o : Ó filho meu, não atribuas parceiros a Deus, porque a idolatria é grave iniquidade. E recomendamos ao homem benevolência para com os seus pais. Sua mãe o suporta, entre dores e dores, e sua desmama é aos dois anos. (E lhe dizemos): Agradece a Mim e aos teus pais, porque retorno será a Mim.” (Alcorão 31:13-14)

“E recomendamos ao ser humano benevolência para com seus pais.  Sua mãe carrega-o penosamente e o dá à luz, penosamente. E sua gestação e desmama são, ao todo, de trinta meses, até que quando ele atinge sua força plena e alcança os quarenta anos, ele diz: ‘Meu Senhor!  Conceda-me o poder e a habilidade para agradecer-Te a graça com que me agraciaste a mim e a meus pais, e a fazer o bem que Te agrade, e conceda-me boa descendência.  Verdadeiramente, volto-me arrependido para Ti e, por certo, eu sou dos muçulmanos (submisso à Tua Vontade).’” (Alcorão 46:15)

Assim, em particular, a mãe é mais merecedora de mais amizade e proximidade por parte de seus filhos.  Perguntaram ao profeta:

“Quem entre as pessoas tem mais direito ao meu companheirismo?”  ‘O Profeta respondeu: ‘Sua mãe.’  O homem perguntou: “E depois, quem?”  ‘O Profeta respondeu novamente: ‘Sua mãe.’  O homem perguntou de novo: “E depois, quem?”  O Profeta mais uma vez respondeu: ‘Sua mãe.’  O homem perguntou de novo: “E depois, quem?”  Dessa vez o profeta respondeu: “Seu pai.” (Saheeh Muslim)

NO  CRISTIANISMO  A  FAMILIA  TAMBÉM  É  SAGRADA:

Cremos que a resposta antes de qualquer coisa, deve ser interna, ter as nossas convicções de fé firmadas nas Escrituras. 

Vamos começar pelo princípio de tudo, a criação, em Gênesis, porque começar nesse ponto das Escrituras? Porque é necessário voltar às origens, na instituição da família para descobrirmos sua real identidade. 

É no momento do seu estabelecimento que descobrimos o seu real sentido e não nas distorções de seu uso no decorrer dos tempos. Não importa como a sociedade moderna enxerga a formação da família, não são seus variados usos na história que mudarão sua identidade. 

Quem pode mudar a formação da família é aquele que a instituiu, Deus, e não o homem finito, pecador, o qual é movido pelos ventos da cultura, como a palha que o vento dispersa! Como Deus é imutável, seus planos, decretos e vontade também são. Ou seja, não existe qualquer possibilidade de mudança dessa instituição!

VAMOS  ENTENDER  O  LIVRO DA  CRIAÇÃO  NOS  FALA SOBRE A  FAMILIA:

O livro de Gênesis, que é o livro dos princípios, das origens: a origem do mundo (Gn 1-2), a origem do homem e da mulher (Gn 2.4-25), a origem do pecado (Gn 3.1-24), origem do casamento e da família (Gn 2.18-25; 4.1-7), da corrupção humana manifestada nas várias esferas (Gn 4.1-24; 6. 1-7), origem das nações (Gn 10. 1-32), dos patriarcas (Gn 12-50). É o livro da identidade do povo da aliança. Esse livro foi usado por Moisés para tirar o Egito do coração do povo, e deve ser usado para tirar a pós-modernidade do coração dos evangélicos do século XXI! 


Em Gênesis 1-2 é a narrativa da criação do mundo, do habitat do homem e da mulher, coroa da sua criação. O ambiente que o homem e a mulher foram criados foi assim feito para que ambos fossem doadores de vida. Deus criou um jardim, onde só havia vida, alegria, ternura, harmonia entre os seres vivos. O Jardim no Éden era a expressão maior da beleza da criação divina. O Reverendo Hernandes Dias Lopes escrevendo sobre a mulher ter sido criada a imagem e semelhança de Deus assim define:

A mulher foi criada à imagem e semelhança de Deus, para a glória de Deus e felicidade do homem. Ela é um presente de Deus, uma auxiliadora idônea para o homem, o centro dos seus afetos, a prioridade dos seus relacionamentos. A mulher foi a última a ser criada no universo; o mais belo poema de Deus, a coroa da criação![2]

O homem foi criado para relacionar com o seu Criador. O homem e a mulher foram criados perfeitos e como realezas. Eles não tinham nada a ganhar, já tinham tudo. Foram criados para serem filho e filha do Rei Soberano, deveriam cumprir suas tarefas reais para as quais foram equipados. Tudo deveria ser cuidado e preservado por eles.[3] O Senhor tinha um relacionamento íntimo com eles, caminhava no Jardim com o homem e com a mulher (Gn 3.8).

Quais maldições afetaram diretamente o casamento?


A primeira parte afetada que diretamente atinge o casamento é a natureza humana. O homem foi afetado pela Queda na sua razão, vontade, emoções, desígnios do coração, desejos, propósitos, em toda a natureza humana, não existem partes do homem que não tenha sido afetado pelos efeitos da Queda (Gn 2.16-17). Logo, o homem e a mulher são completamente pecadores, mortos em delitos e pecados (Ef 2. 1-3), injustos completamente diante da justiça de Deus (Rm 9. 9-18). 

Isso significa que no casamento existe uma união de dois pecadores, e na família uma convivência de pecadores. Lógico, que se tratando de crentes verdadeiros o casamento é a união de dois pecadores salvos pela graça, e a família a união e convivência de pecadores salvos pela graça.


A segunda realidade com relação a esses efeitos da Queda no casamento e na família seria o conflito conjugal (3.16): “...o teu desejo será para o teu marido, e ele te governará. ” A mulher que foi criada para auxiliar o homem o ajudando a ser quem Deus determinou que ele fosse, cumprindo a sua missão (Gn 2.18), agora após a Queda, tentará usurpar o tempo todo a liderança no lar e na sociedade, mas no final, essa tentativa pecaminosa causará danos emocionais, frustrações, infelicidade na alma, porque ela não foi criada para carregar o peso da liderança de uma família.  

John Piper corretamente comentou essa passagem: ...a mulher sofrerá em relação a seu marido. Deus a entrega a um desejo de impor sua vontade sobre o seu marido. 

Por ter usurpado a liderança do marido, na tentação, Deus a entrega à miséria da competição com aquele que, por direito, é seu líder. Isto é justiça, uma resposta na proporção do seu pecado.[7]  Por outro lado, o mesmo escritor cita o que James Dobson fala sobre a função e responsabilidade do marido que continua após a Queda e tornar-se impossível sem a graça de Deus:

Um homem cristão é obrigado a liderar sua família no máximo de suas habilidades... Se sua família comprou itens demais no crediário, então o arrocho financeiro é, em última análise, falta sua. Se a família nunca lê a Bíblia ou raramente vai à igreja aos domingos, Deus culpa o homem. Se as crianças são desrespeitosas e desobedientes, a responsabilidade principal está sobre o marido...não sobre a esposa... Nossa maior necessidade é que os maridos comecem a liderar suas famílias, em vez de esgotar todos seus recursos físicos e emocionais na mera obtenção de dinheiro.[8]

 

Por isso que Paulo afirma que a mulher deve respeitar seus maridos e os maridos devem amar suas esposas (Ef 5.33): “Não obstante, vós, cada um de per si também ame a própria esposa como a si mesmo, e a esposa respeite ao marido. ”  


A relação conjugal deve manifestar a relação de amor de Cristo pela Igreja, Paulo explicou o porquê de usar o exemplo e as funções dentro do casamento, afirmando que se tratava do grande mistério da união mística de Cristo com sua igreja: “Grande é esse mistério, mas eu me refiro a Cristo e a igreja. ”  

CONCLUSÃO :

Esses textos tanto  na BIBLIA como  no ALCORÃO nos mostram o quanto o casamento e a família expressam o caráter de Deus e sua relação com o seu povo. 

Não é algo simples e sem consequências espirituais, emocionais, sociais e culturais lutar contra essa instituição de Deus! 

A única forma de exercermos corretamente as funções estabelecidas por Deus no casamento e na família,é  ter  aprofundamento  nos  ensinamentoas do  PROFETA MUHAMMAD  E  JESUS  CRISTO  é nos enchendo do Espírito Santo QUE  NOS  CONCEDE SABEDORIA.

FONTES DE ESTUDOS  : DO ISLAM

Footnotes:
[1] Sunnah: ensinamentos e modo de vida. (IslamReligion)
[2] Em 1969, um juiz inglês disse a um queixoso que reclamou sobre o comportamento da esposa com um amigo que seu pensamento era antiquado e que tinha que se dar conta de vivia agora em 1969.  [Essa história foi citada em Yoosuf al-Aalim, Al-Maqaasid al-Aaammah li-l-Shareeah al-Islaamiyyah (Riad: International Islamic Publishing House, 1994), p. 397.] Hoje, existem intermináveis disputas entre maridos e esposas nas quais o marido nega que os filhos são dele, causando ódio, conflito e destruição no casamento. Pode-se com todo o direito perguntar: é assim que um casamento “moderno e civilizado” deve ser? DO ISLAM

FONTES DE  INFORMAÇÃO DO  CRISTIANISMO 

Reverendo Márcio Willian Chaveiro
(Pastor da IPC do Jardim Caieira – Limeira)
 

Referencias

CARSON, D. Carson, O Deus Presente,  Editora FIEL, 2010

GRONINGEN, Van Groningen  e Harriet – A Família da Aliança – Cultura Cristã, 1997

GRONINGEN, Gerard Van Groningen - Criação e Consumação, volume I, 2002

http://www.obreirosdeiraja.com.br/o-velho-e-eterno-ruy-e-incontestavel/

LOPES, Hernandes Dias Lopes – Casados & Felizes – Editora Hagnos – 2009

PIPER, John Piper e Wayne Grudem, Homem e Mulher, Editora FIEL, 1996





TRE/PR FA ELEIÇÕES SIMULADAS NOS ESTADO DO PARANA, DIA 30 DE AGOSTO É A VEZ DE MARINGA, PAIÇANDU, DOUTOR CAMARGO, FLORESTA E IVATUNA

Cerca de 70% das urnas biométricas usadas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) nas eleições simuladas neste sábado (23) fizeram reconhecimento da digital dos eleitores voluntários na primeira tentativa. Os testes foram feitos por eleitores de três cidades: Londrina, Tamarana e Campo Largo. Entre 25% e 30% dos voluntários compareceram aos testes, índice considerado bom pelo tribunal.


O TRE-PR considera os 70% de eficiência da urna biométrica no reconhecimento digital na primeira tentativa como satisfatório. Segundo o órgão, os treinamentos que serão dados aos mesários até as eleições e novos testes devem melhorar esse índice até o dia 5 de outubro, quando ocorre a votação no primeiro turno.

O procedimento ocorreu da mesma forma como aconteceria em uma votação normal, com presidente de seção eleitoral e mesários. Alguns problemas pontuais foram observados pelo órgão, como eleitores que não conseguiram, na primeira tentativa, ter a digital reconhecida pelo equipamento biométrico.

Somente em um dos casos uma eleitora teve que passar pelos mesários e realizar a votação simulada sem o reconhecimento biométrico. Isso porque, segundo o tribunal, a mulher tinha os dedos bastante machucados, o que inviabilizou o uso do equipamento. Com isso, a votação neste caso ocorreu da forma antiga, com a identificação pelo documento de identidade e título de eleitor.

As eleições simuladas foram realizadas nas cidades em que as zonas eleitorais vão receber, pela primeira vez, a votação com urna biométrica. Por isso o TRE-PR escolheu as três cidades para fazer a eleição simulada.

No Paraná ainda haverá mais um dia de eleição simulada. Foram convidados 5,2 mil eleitores das zonas eleitorais da região de Maringá, o que inclui o município de Maringá, além das cidades de Doutor Camargo, Floresta, Ivatuba e Paiçandu. A eleição nessas cidades vai ocorrer no dia 30 de agosto.

sábado, 23 de agosto de 2014

GAZETA CENTRAL E IRBING INTERNACIONAL ACABARAM DE RECEBER ESSAS IMAGENS numero de mortos na palestina pode chegar de uma vez 200 pessoas o edificio atacado tinha 40 apartamentos


Fontes médicas em Gaza relataram

Fontes palestinas anunciaram que aviões da força aérea lançaram dois mísseis contra uma torre de apartamentos na zona de Tel Al Hawa na cidade de Gaza, causando o colapso do edifício.

Fontes do exército de defesa de Israel (IDF) observou que extremista islâmico Hamas funcionou um posto de comando do grupo na torre.

A força da explosão abalou edifícios próximos.

Que pelo menos dez pessoas ficaram feridas.
A polícia Palestina disse que o pequeno número de vítimas foi devido a um tiro israelense de aeronaves não tripuladas (drone) no telhado da história quatorze construindo um aviso de mísseis (com uma pequena carga explosiva).

Dez minutos mais tarde, helicópteros da força aérea atacaram com dois mísseis do edifício que tinha 48 departamentos.O numero de  mortos  desse  edificio  pode  alcançar  200 pessoas.

Planeta dos Macacos O Confronto Filmes Completos Dublados 2014 Lançame...

VENEZUELA, BOLIVIA, EQUADOR E BRASIL NÃO SÃO GOVERNOS SOCIALISTAS E NEM COMUNISTAS E SIM BIRGUESES DESFARÇADOS

“Todos esses governos são burgueses” 

“Somos contra todos os governos de Frente Popular, como os de Lula, Evo Morales e Tabaré Vasquez. Todos esses governos são da burguesia e aplicam os planos do imperialismo e das burguesias nacionais. Estamos igualmente contra governos nacionalistas burgueses, como o de Chávez na Venezuela, Correa no Equador e Ortega na Nicarágua, que, sob o falso disfarce de enfrentamento ao imperialismo e defesa do ‘socialismo do século XXI’, não têm outro objetivo a não ser preservar a exploração capitalista e desviar a mobilização da classe operária”, afirma o texto, que menospreza os recentes avanços eleitorais das forças populares na região e subestima as ações golpistas da burguesia, como na Venezuela, Bolívia e Equador.


“Na luta contra esses governos combatemos as políticas de todas as organizações que se reivindicam do movimento operário, mas que, de fato, colocam-se ao lado da burguesia, capitulando a ela. Combatemos, portanto, as políticas da social-democracia e dos velhos partidos comunistas stalinistas que a sustentam. Combatemos igualmente as correntes que, como o lambertismo [O Trabalho] e o madelismo [Democracia Socialista], renunciaram à tradição leninista e trotskista ao se integrar ao governo burguês de Lula”, ataca o arrogante texto. Na prática, com sua fraseologia esquerdista, sobram apenas os seguidores da LIT como os legítimos defensores da “revolução socialista mundial” e da “ditadura revolucionária do proletariado”.

Ao se colocar frontalmente contra “todas as expressões da democracia burguesa e o seu parlamentarismo formal, que desvia os trabalhadores da luta contra o capitalismo imperialista” – o que, por pura coerência, deveria levar o PSTU e seus irmãos a não participarem mais das eleições –, o documento insiste na tese de que a revolução está caindo de madura, bem na próxima esquina. No final, ele conclama: “Chamamos os trabalhadores e os povos da Venezuela, Brasil, Bolívia, Uruguai, Equador, Nicarágua e Argentina a abandonarem toda a ilusão nos governos de seus países e a enfrentarem seus planos com a mobilização. Todos esses governos são burgueses. Devem ser derrotados para acabar com a exploração capitalista”.

Trotskismo ;PARTE 2 ,“Todos esses governos são burgueses” disfaçados de socialistas e são capazes de trair até FIDEL CASTRO;  ;no Brasil, ele até entende certas desilusões. “Na complexa situação existente no Brasil, o apodrecimento do PT e a covardia de Lula; PSVU E PT, UNIDOS PARA DESTRUIR VENEZUELA E BRASIL OBJETIVO UNIR A VENEZUELA E O BRASIL NUMA CONSTITUIÇÃO TROST BOLIVARIANA

ATENÇÃO :   
INTRODUÇÃO
Quero deixar  claro  antes de mais nada  que  não sou COMUNISTA, apenas  informando que  o JORNALISTA Altamiro Borges que  é, membro do Comitê Central do PCdoB, esta  explicando  que tanto  no BRASIL  como  na VENEZUELA a questão de TROTSKISMO, não foi  respeitado  no meio  dos próprios  esquerdistas, COMO  HUGO CHAVES (  NO CASO  ATUAL NICOLAS MADURO ); LULA (  NO CASO DILMA ) entre outros  da  AMERICA LATINA.

SÃO PESSOAS  QUE  USARAM MAS  NÃO APLICARAM,  E QUE CONTINUA  A MASSACRAR A  POPULAÇÃO  E FAZER MAIS  DIFICULDADES, O QUE  ELES  QUEREM É DESTRUIR TANTO O COMUNISMO, COMO A DEMOCRACIA. 

ESSAS PESSOAS  SÃO MAIS  PERIGOSAS  DO QUE   TODOS QUE A HISTÓRIA  MOSTROU, ENGANADORES, E  AINDA DESTRUIR TODOS  TANTO  A CLASSE  BURGUESA, COMO A OPERÁRIA. 

É DE NÃO SE DUVIDAR,  SÃO  CAPAZES  DE ATÉ  MESMO DESTRUIR  CUBA E OS IRMÃOS  FIDEL, REPITO,  NÃO SÃO PESSOAS  QUE SE PODE  CONFIAR, TANTO QUE O PROPRIO JORNALISTA  QUE  É COMUNISTA  FAZ  UM ALERTA, QUANTO A  LULA  E AO PT. 

QUE  ELE CHAMA APODRECIDOS. ENTÃO,  FICA UMA PERGUNTA O QUE NICOLAS  MADURO, LULA INACIO, DILMA TEM EM COMUM. 

RESPONDO :GRANDE  ÓDIO, ÓDIO  EM SISTEMAS, OS TRES TEM MESMO  É ODIO  ATÉ  DO FIDEL CASTRO SE DUVIDAR, NÃO SÃO TRAIÇOEIROS, FAZEM  TUDO  PARA TER  O PODER EM SUAS  MÃOS. 

COISAS  QUE  NEM  VOCE  QUE  É COMUNISTA  DE VERDADE, DESCONFIA, POR  ESSA  RAZÃO ZE MARIA E RUI COSTA  PIMENTA  AQUELES , FORAM EXPULSOS , LULA  OS ACUSOU DE TRAIDORES  DO PT, POR QUE  ELES QUERIAM USAR  TROTSKISMO QUE  É  UMA DOUTRINA. 

E SE FOR  INTERPRETADA  ERRADA  CRIA-SE OS FANATICOS, ISSO,  OUTRO  GRUPO  PERIGOSO, COMO POR EXEMPLO  O HAMAS.

TANTO O BRASIL, COMO VENEZUELA SE NÃO UNIRMOS AS NOSSAS  FORÇAS E ESQUECER DAS DIFERENCIAS, SEJA ELAS QUAIS FOREM, NÃO  VAMOS FICAR  QUE  NEM CUBA, E  NEM  VAMOS TER  FIDEIS CASTROS, E SEU COMUNISMO FRACASSADO, E  SIM  PIORES  DO QUE  ELES  ESTÃO.

OS  GENERAIS  DA VENEZUELA E  BRASIL  FORAM TRAIDOS, PELO FORO DE  SÃO PAULO, ASSIM, COMO  FOI O PODER JUDICIÁRIO, ECONOMICO, E TUDO  O QUE HA LÁ NA VENEZUELA, COMO  AQUI. E ASSIM  JA ESTÁ ACONTECENDO  NO BRASIL. 

LÁ  A OPOSIÇÃO  NO CASO LEOPOLDO  LOPES ESTA PRESO, AQUI  EDUARDO CAMPOS  FOI MORTO. O JORNALISTA ALTAMIRO  BORGES, APESAR DE SER  MENBRO DO  COMITE  CENTRAL  DO PC DO  B, ESTA  ABRINDO OS NOSSOS  OLHOS ELE  NÃO SÓ  NÃO  CHAMA  DE TRAIDORES  POR QUE  ESSE TERMO  NÃO  CABE A  TODOS ELES.

MAS  DEIXA  CLARO  QUE  NEM O PT E NEM O PSUV NÃO PERDOA  OUTROS  PARTIDOS. É  SO LER  NAS ENTRELINHAS, CONVOCO  AOS MILITARES  BRASILEIROS E VENEZUELANOS  QUE  AINDA  RESTAM,  SALVE  ESSA POBRE  POPULAÇÃO, ELES  NÃO  SOUBERAM INTERPRETAR A  DOUTRINA TROTSKISMO, E  SE TORNARAM  PIOR  ELES NICOLAS  MADURO, LULA, EVO MORARES, SANTOS, E DILMA  ESTÃO  CEGOS  PELO  PODER.

NO CASO DA VENEZUELA  USAM O NOME  DE HUGO CHAVES, PARA SEQUESTRAR, MATAR, DESAPROPRIAR, E TORTURAR E NO BRASIL USAM DE TODOS  OS MEIOS  DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, OBJETIVOS  DELES  UNIR A  VENEZUELA E O BRASIL  COM A  NOVA COSNTITUIÇÃO A  BOLIVARIANA QUE PODEREMOS  CHAMAR DE TROTSB. RENATO SANTOS


O QUE  NICOLAS MADURO, LULA  E  DILMA  ALEM DOS OUTROS  SÃO CAPAZES, NÃO  SABEM LE E INTERPRETARAM A  DOUTRINA TROTSKISMO ERRONIAMENTE

O jornal Opinião Socialista, órgão oficial do PSTU, festejou recentemente a fusão da Liga Internacional dos Trabalhadores – Quarta Internacional (LIT-QI), a qual este partido é a sua principal seção nacional, com o minúsculo Centro Internacional do Trotskismo Ortodoxo (CITO), que aparentemente inexiste no Brasil.

Caso não ocorra nenhum novo racha, estas duas organizações, que se separaram há mais de uma década, deverão formalizar sua unificação no congresso mundial da LIT previsto para março de 2008. 

A notícia, que não teve maior impacto na luta de classes real do país, merece menção apenas porque atesta, mais uma vez, o sectarismo e o principismo que norteiam a atual política do PSTU. 


O documento da fusão coloca sob suspeição os recentes “acenos” unitários do PSTU, que tenta evitar seu isolamento. Na sua obsessão pela demarcação de campos, não perdoa nem sequer outros partidos que se reivindicam herdeiros de Leon Trotsky. 

“Unem as duas organizações acordos básicos hoje questionados ou abandonados por grande quantidade de organizações mal denominadas revolucionárias e ‘trotskistas’, que sucumbiram ao vendaval oportunista”, inicia o texto. A eterna cisão entre as correntes trotskistas já é bem conhecida pela esquerda mundial, sendo até motivo de chacota. O que importa no documento é a sua abordagem sobre a situação da América Latina, no qual fica patente que para o PSTU ninguém presta.

“Todos esses governos são burgueses” 

“Somos contra todos os governos de Frente Popular, como os de Lula, Evo Morales e Tabaré Vasquez. 

Todos esses governos são da burguesia e aplicam os planos do imperialismo e das burguesias nacionais. 

Estamos igualmente contra governos nacionalistas burgueses, como o de Chávez na Venezuela, Correa no Equador e Ortega na Nicarágua, que, sob o falso disfarce de enfrentamento ao imperialismo e defesa do ‘socialismo do século XXI’, não têm outro objetivo a não ser preservar a exploração capitalista e desviar a mobilização da classe operária”, afirma o texto, que menospreza os recentes avanços eleitorais das forças populares na região e subestima as ações golpistas da burguesia, como na Venezuela, Bolívia e Equador. 

“Na luta contra esses governos combatemos as políticas de todas as organizações que se reivindicam do movimento operário, mas que, de fato, colocam-se ao lado da burguesia, capitulando a ela. 

Combatemos, portanto, as políticas da social-democracia e dos velhos partidos comunistas stalinistas que a sustentam. 

Combatemos igualmente as correntes que, como o lambertismo [O Trabalho] e o madelismo [Democracia Socialista], renunciaram à tradição leninista e trotskista ao se integrar ao governo burguês de Lula”, ataca o arrogante texto. Na prática, com sua fraseologia esquerdista, sobram apenas os seguidores da LIT como os legítimos defensores da “revolução socialista mundial” e da “ditadura revolucionária do proletariado”. 

Ao se colocar frontalmente contra “todas as expressões da democracia burguesa e o seu parlamentarismo formal, que desvia os trabalhadores da luta contra o capitalismo imperialista” – o que, por pura coerência, deveria levar o PSTU e seus irmãos a não participarem mais das eleições –, o documento insiste na tese de que a revolução está caindo de madura, bem na próxima esquina. No final, ele conclama: 

“Chamamos os trabalhadores e os povos da Venezuela, Brasil, Bolívia, Uruguai, Equador, Nicarágua e Argentina a abandonarem toda a ilusão nos governos de seus países e a enfrentarem seus planos com a mobilização.

Todos esses governos são burgueses. Devem ser derrotados para acabar com a exploração capitalista”.

Sinais da “imaturidade política” 

A leitura do documento da LIT faz lembrar um texto do intelectual português Miguel Urbano Rodrigues, publicado no início deste ano. 

Apesar de bastante crítico das políticas conciliatórias dos presidentes Lula, Kirchner, Ortega e outros, “que não honraram os compromissos assumidos”, ele polemiza com os setores esquerdistas, batizados de “anarco-trotskistas”, que não percebem as transformações em curso na América Latina. 

“Hoje, quando a humanidade enfrenta uma perigosa crise de civilização [e a vitória eleitoral do fascista Sarkosy na França nem havia ocorrido], a América Latina emerge como cenário de rejeição dos povos ao neoliberalismo globalizado que lhes é imposto por um sistema imperial monstruoso”. 

Ao mesmo tempo em que ataca os “marxistas arrependidos”, que se “instalaram nas prateleiras do poder” e hoje negam a necessidade do socialismo, Urbano condena os esquerdistas que pregam que a região “está madura para uma revolução de proporções continentais”. 

Tendo residido por vários anos no Brasil, ele até entende certas desilusões. “Na complexa situação existente no Brasil, o apodrecimento do PT e a covardia de Lula desencadearam uma justa vaga de indignação. 

Mas daí a colocar o rótulo de traidores a quantos ainda não romperam publicamente com o governo vai uma distância para mim intransponível. Desaprovo concretamente os anátemas lançados por esquerdistas contra o MST, acusado de ser colaboracionista”. 

“Ilusões que favorecem os inimigos” 

Para ele, a maior prova da miopia sectária surge na oposição frontal a Evo Morales, Rafael Correa e Hugo Chávez. “Sobre eles chovem criticas reveladoras da imaturidade política. 

Evo não desiludiu até agora os que identificaram na sua vitória a esperança de libertar a Bolívia da humilhante opressão colonial... É, portanto, romântica e pouco sensata a atitude dos intelectuais que, semana após semana, criticam Evo por ele não optar por uma estratégia revolucionária orientada para a proclamação do socialismo a curto prazo. 

Simulam ignorar a existência de uma poderosa burguesia e de forças armadas nas quais a maioria dos altos comandos é conservadora. 

Com seus apelos às massas, esses esquerdistas contribuem para dividir a classe operária e o campesinato, semeando ilusões que favorecem os inimigos do povo boliviano”. 

Já no caso de Rafael Correa, o intelectual português lembra que as críticas começaram antes mesmo dele tomar posse no Equador. 

“Mas o jovem presidente iniciou o seu mandato com coragem e determinação... Correa proclama o seu respeito pela revolução cubana, expressa sua admiração pela revolução em curso na Venezuela bolivariana, responsabiliza o imperialismo norte-americano pela situação semi-colonial de seu país, condena a Alca e defende uma integração solidária dos latino-americanos... Esclareceu que não renovará o acordo que permite o funcionamento no país da gigantesca base militar dos EUA em Manta e lamentou não ter condições no momento para por fim à dolarização”. 

“Detentores da sabedoria universal” 

“Não obstante todas as iniciativas tomadas por Rafael Correa serem positivas, já está a ser alvo de ataques insistentes de personalidades e jornalistas de esquerda que levantam dúvidas sobre a sinceridade das suas opções progressistas. 

Tal como a Evo Morales, pedem-lhe o impossível, como se o Equador estivesse no limiar de uma situação revolucionária. Ora, Rafael Correa enfrenta um Poder Judiciário hostil e corrupto e no Legislativo a maioria tudo fará para sabotar a execução do seus programa”. Por último, Miguel Urbano critica acidamente as “atitudes irresponsáveis” de setores esquerdistas contra o governo de Hugo Chávez. 

“Nos últimos meses, à medida que este processo avança, cientistas políticos, escritores e jornalistas de diferentes quadrantes ideológicos do ultra-esquerdismo tornam públicas teses, análises e exegeses que pretendem ser uma contribuição para que a revolução bolivariana passe a um patamar superior. 

À falta de melhor, identifico-os como anarco-trotskistas porque fundem características do moderno anarquismo e do trotskismo latino-americano... A reflexão crítica séria sobre o que se fez e não se fez na Venezuela é não apenas útil, como indispensável. 

Mas parece-me muito negativa a tempestade de conselhos que desaba todas as semanas sobre Chávez, vindos precisamente de esquerdistas ‘revolucionários’ que se expressam como se fossem tutores do presidente e detentores da sabedoria universal”. 

O desabafo do renomado intelectual português ajuda a compreender os efeitos negativos de certas leituras voluntaristas e sectárias sobre a atual correlação de forças no continente e sobre a natureza contraditória dos governos oriundos das lutas sociais. 

E nem havia sido editado o documento da fusão da LIT-CITO, que só confirma os estragos e as confusões causadas pelo velho-novo “anarco-trotskismo”.

FONTE : Altamiro Borges é jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e autor do livro “Venezuela: originalidade e ousadia” (Editora Anita Garibaldi, 3ª edição).
O trotskismo é uma doutrina marxista baseada nos escritos do político e revolucionário ucraniano Leon Trótski. 

É formulada como teoria política e ideológica e apresentada como vertente do comunismo por oposição ao stalinismo. 

Em 1946 Hermínio Sacchetta, dirigente trotskista brasileiro nos anos 40 e 50, define assim o trotskismo:

" (...) trotskismo (é) o conjunto de ideias de Marx, Engels e Lênin defendidas sem quartel por Leon Trotsky. (...) Quero, pois, de início, acentuar que o trotskismo não constitui uma doutrina política. Nem mesmo a teoria da Revolução Permanente, que ganhou seus contornos definitivos graças à enorme contribuição que lhe proporcionou o criador do Exército Vermelho, pode lhe ser atribuída como uma concepção inteiramente original. Entretanto, foi em torno dessa teoria que se travaram quase todos os choques ideológicos no plano do movimento comunista, sobretudo de 1923 a esta parte. " (Palestra Sacchetta, 1946)."

ELE  DEFENDE  O MARXIMO

O trotskismo procura defender o marxismo em sua versão "ortodoxa", contra a burocratização do Estado Operário e política nacionalista da Internacional, a partir da ascensão de Josef Stálin ao poder em 1924 na União Soviética. Trótski desenvolve a ideia de Revolução Permanente e da "Lei do Desenvolvimento Desigual e Combinado".

Uma das principais divergência em relação ao pensamento de Stálin se concentra na oposição à defesa do "socialismo em um só país" (ver: divergências entre Stalin e Trotsky). A Teoria da Revolução Permanente desenvolve as teses já estabelecidas pelo Manifesto Comunista e, entre outros pontos, defende a necessária expansão da revolução internacional, como prioridade, ao invés do seu fortalecimento interno na União Soviética.

No final de sua vida Leon Trótski funda a IV Internacional (1938). Frente ao seu assassinato no México pelo agente da NKVD Ramón Mercader, sob as ordens diretas de Stálin, e a execução e assassinato de milhares de oposicionistas na URSS (Deutscher, O Profesta Banido) e fora dela, como o do dirigente do POUM Andreu Nin, o trotskismo se esfacela em distintas correntes que hoje se auto-denominam trotskistas e se organizam em diferentes agrupamentos da Quarta Internacional.

Para o stalinismo o trotskismo seria uma mera tentativa revisionista e heterodoxa de desvirtuar o que chamam de marxismo-leninismo, o que corromperia os valores revolucionários representados pelo regime stalinista na União Soviética.


REVOLUÇÃO PERMANENTE

A teoria da "Revolução Permanente" baseia-se na ideia do "desenvolvimento desigual e combinado". Segundo esta tese, elementos de um desenvolvimento econômico agrário com características feudais convivem simultaneamente com a indústria mais moderna do mundo, o que possibilitou, na Rússia, a revolução operária.

Este raciocínio, é o de que, se um país começa a se industrializar tarde, irá adotar as industrias mais modernas existentes na altura, logo, a pouca indústria que terá será altamente desenvolvida, podendo conviver com traços econômicos de épocas remotas. 

A carroça ao lado do avião. E que estes elementos se combinam mutuamente. Nesta perspectiva, por exemplo, a escravidão foi um elemento importante do desenvolvimento do capitalismo no século XIX.

NÃO DESENVOLVE A BURGUESIA CAPITALISTA

Tal análise leva ao entendimento de que, mesmo em países em que a nobreza continua a ser a classe dominante e onde não se desenvolveu completamente a a burguesia capitalista, esta última já está em conflito com o proletariado, porque, como a pouca indústria existente é das mais modernas, os conflitos entre patrões e trabalhadores tendem a assumir os mesmos contornos que nos países desenvolvidos (Trótski elaborou esta teoria ao principio do século XX, uma época em que, nos países industrializados, a luta entre "proletários" e "burgueses" estava na ordem do dia).

Assim, a burguesia local estaria entre dois fogos: por um lado, continua submetida ao antigo regime feudal, o que a poderia levar a posições revolucionárias (como a burguesia europeia ocidental dos séculos XVIII e XIX); mas, por outro, já sofre a pressão dos trabalhadores, o que a leva a posições totalmente conservadoras (como a burguesia europeia ocidental do século XX).

Segundo Trótski, quanto mais tarde um país conhecesse o seu arranque industrial, mais conservadora seria a sua burguesia local, já que o medo ao proletariado seria mais forte que a sua oposição à nobreza. 

Além disso, ao contrário da Inglaterra de 1688, da América de 1776 ou da França de 1789, já não existiria no século XX classe de pequenos e médios artesãos e comerciantes que pudesse fornecer a "mão-de-obra" para uma revolução burguesa (devido à modernização do sector industrial, o único "povo" disponível – nas cidades – são mesmo os operários).

É aqui que entra em cena a Revolução Permanente: segundo Trótski, a burguesia já não é capaz de fazer a "revolução burguesa" ela mesma,2 tendo que ser o proletariado a encarregar-se das tarefas democráticas3

Mas, sendo o proletariado a fazer a "revolução burguesa", este não se contentará com o programa "liberal-burguês" (i.e, a abolir a monarquia absoluta, liquidar o feudalismo, etc.), e irá logo começar a pôr em prática o "programa socialista" – assim, a revolução é "permanente", já que, pela sua própria dinâmica, tenderá a evoluir para posições cada vez mais radicais (no caso russo, a revolução começou por ser democrática e republicana (fevereiro) e, em poucos meses, tornou-se socialista).

Estas teses seriam contestadas pelos seguidores de Stalin, pelas alianças propostas no século XX com a Burguesia Nacional, para desenvolver a Revolução Democrática ou Burguesa, para depois organizar uma "futura" revolução socialista. 

Assim foram as Frentes populares durante a Guerra Civil Espanhola (1933-1936) e no Chile de Allende no início da década de 1970, entre tantos exemplos (in Trotsky. L. Stalin, o Grande Organizador de Derrotas. 1928).

Mas, o que acontece se a revolução socialista triunfar num país semifeudal (de acordo com o cânone marxista, ainda não maduro para o socialismo)? A resposta que os trotskistas dão é que, num caso desses, a revolução só se manterá se tiver a ajuda de revoluções socialistas vitoriosas em países desenvolvidos – assim, a revolução deve ser "permanente", não só no aspecto do aprofundamento, mas também do alargamento. Se uma revolução socialista acontecer num país subdesenvolvido e não se expandir a países desenvolvidos, tenderá a "degenerar".

A explicação dessa "degenerescência" está noutra tese trotskista, a da "degenerescência burocrática das organizações operárias": a "exploração capitalista" estimula o desenvolvimento político do proletariado (já que o leva a lutar contra o sistema, e por isso a criar sindicatos, partidos, etc.) mas retarda o seu desenvolvimento cultural (já que a pobreza e/ou a submissão a um trabalho embrutecedor tenderão a "embrutecer" também o espírito do trabalhador). 

Tal leva a que, nas organizações operárias de massa, tendem a surgir "dirigentes profissionais" ("burocratas", no jargão trotskista), que acabam por ser os verdadeiros chefes, enquanto que os elementos de base (devido ao tal "embrutecimento espiritual") se remetem, na maior parte do tempo, a uma posição passiva, em que se limitam a pagar quotas e a seguir as ordens da "Direcção" (no fundo, transferem para a organização operária os hábitos de submissão à hierarquia a que estão habituados na empresa capitalista).

Ora, num país pobre (como a Rússia em 1917), o "desenvolvimento cultural" do proletariado será ainda mais diminuto, pelo que no "Estado Operário" irão (tal como nos sindicatos e partidos operários) também surgir os tais "burocratas".5 Aliás, segundo os trotskistas, a longo prazo, só há dois caminhos possíveis – a burocratização do Estado ou o desaparecimento gradual do Estado.

Assim, nos "Estados Operários" (sobretudo se forem muito atrasados à partida), há duas tendências em confronto: por um lado, há a tendência para os burocratas irem concentrando o poder nas suas mãos e remeterem as massas a uma situação passiva; por outro, a elevação gradual do nível de desenvolvimento económico e cultural (e, se possível, o triunfo de revoluções operárias no estrangeiro) tenderá a estimular a participação popular e a enfraquecer o aparelho estatal

Desta forma, a "construção do socialismo" não é um processo mecânico e linear (como, frequentemente, está implícito em muitos "estalinistas"), mas um caminho com avanços e recuos, em que a vitória só estará assegurada com a criação de uma sociedade comunista à escala mundial e com o desaparecimento do Estado (até lá, há sempre o perigo de uma contrarrevolução burocrática).

Além disso, a relação entre a burocratização e desenvolvimento é bilateral: tal como o atraso estimula a burocratização, também esta prejudica o desenvolvimento – segundo os trotskistas, a única alternativa eficiente ao mercado é a "democracia operária".6 P.ex, se for um patrão privado a organizar o trabalho dentro de uma empresa, tenderá a adoptar os processos de trabalho mais eficientes (para maximizar o lucro); se for uma Comissão de Trabalhadores a fazer isso, também tenderá a adoptar os processos de trabalho mais eficientes (para os trabalhadores fazerem mais facilmente o seu trabalho); se for gerida por um burocrata não-proprietário, não há nenhum incentivo para escolher os melhores métodos de trabalho. Outro exemplo: a questão 

"O que produzir?" – como assegurar a ligação entre os que as empresas produzem e as necessidades dos consumidores? 


No capitalismo, tal ligação faz-se pelo mercado; na "democracia operária", através da participação das organizações de trabalhadores e consumidores na elaboração do plano económico (Trótski chegou a dar o exemplo de um sistema em que os cidadãos pudessem escolher entre o "partido do carvão" e o "partido do fuelóleo"); já no sistema burocrático, em que a planificação é feita, não pelas organizações populares, mas por comités de "especialistas", não há maneira de assegurar que o plano corresponde às necessidades efectivas da sociedade (a respeito disso, Trótski escreveu que "a democracia, mais que uma necessidade política, é uma necessidade económica"). 

Desta forma, quanto mais poderosos forem os burocratas, mais atrasada será a sociedade (o que, aliás, acabará por tornar os burocratas ainda mais poderosos).

Logo, se uma revolução proletária triunfar num país atrasado e não receber o auxílio de revoluções em países desenvolvidos, o poder da burocracia atingirá dimensões consideráveis, podendo chegar a um ponto em que já não é possível lutar contra a burocratização dentro do sistema, sendo necessária uma nova revolução operária para restaurar o poder dos "Conselhos de Trabalhadores" (segundo Trótski, esse ponto de não-retorno – a que ele chamou o "Thermidor", por analogia com a Revolução Francesa – teria sido atingido na URSS em 1927). Por outro lado, se a nova revolução operária não ocorrer, o que irá acontecer será uma "contra-revolução social": a ineficiência económica do sistema burocrático e o desejo dos burocratas consolidarem a sua posição (passando de "administradores" a "donos") irá levá-los a restaurar a propriedade privada dos meios de produção e o capitalismo.

Desta forma, a opinião dos trotskistas era que os regimes do Bloco de Leste ("estados operários burocraticamente degenerados") seriam "regimes transitórios", intrinsecamente instáveis, estando à beira de serem derrubados, ou por uma "contra-revolução social", que restaurasse o capitalismo; ou por uma "revolução politica", que derrubasse o poder dos burocratas e do Partido Comunista e instaurasse a democracia dos "Conselhos de Trabalhadores", em moldes multipartidários (no entanto, diga-se que os trotskistas só começaram a defender o multipartidarismo nos anos 1930, depois de terem sido expulsos do PC – até lá, limitavam-se a defender o "direito de tendência" dentro do PC).

DISSINÊNCIAS  NO  BRASIL

Muitos dissidentes do trotskismo (Bruno Rizzi na Itália, Max Shachtman nos EUA, Tony Cliff na Inglaterra, Cornelius Castoriadis na França e etc.) criticaram esta tese, argumentando que os burocratas eram, para todos os efeitos, como se fossem proprietários, já que eram os "donos" do Estado e, portanto, indirectamente, da economia (logo, já não teriam necessidade de restaurar o capitalismo) – um dos mais célebres defensores desta tese foi o escritor George Orwell (em alguns aspectos, muito próximo do trotskismo), que a expôs nos seus romances "O Triunfo dos Porcos (no Brasil, A Revolução dos Bichos) e "1984". 

Curiosamente, alguns ex-trotskistas americanos que seguiam esta linha (James Burnham, Irving Kristol) acabaram saltando da extrema-esquerda para a direita, dando origem ao movimento neoconservador.

O colapso de 1989 não resolve a questão, mas aponta elementos importantes: 

Embora a tese trotskista do "regime transitório" assinalasse que se a revolução não avançasse provavelmente esses regimes cairiam muito cedo (uns meses antes de ser assassinado, Trótski escreveu que, se o regime estalinista sobrevivesse à II Guerra Mundial, seria necessário rever as suas teses, coisa que os trotskistas não fizeram; nos anos 1950, a sua viúva, Natália Sedova, abandonou o movimento trotskista, afirmando que não se podia continuar a chamar os países de Leste de "Estados operários burocratizados"9 ); 

Por outro lado, a uma escala histórica, foram relativamente breves (74 anos, no caso da URSS, e cerca de 45 nos países satélites), pelo que é difícil dizer que a tese trotskista estivesse errada. Além disso, foi necessário um duro processo de privatizações e apropriação individual dos meios de produção por parte das "Castas dirigentes" na URSS e em outros países do Leste nas décadas de 1980-90, processo que comprovaria o facto de que estas "burocracias" não eram "donas" da economia, mas passaram a sê-lo com a restauração do capitalismo.

Organizações
Desde a morte de Trótski os trotskistas têm-se dividido em várias correntes, assim estão constituidos os principais agrupamentos trotskistas (2012):

"Quarta Internacional (Pós-reunificação)" - Secretariado Unificado (SU), se intitula a "sucessora oficial" da IV Internacional de Trótski. Representado em Portugal pela APSR, ex-PSR - e no Brasil por militantes da Insurgência Socialista, antigos CSOL e Enlace - PSOL, além da participação como observadoras das tendências Movimento Esquerda Socialista e Resistência Socialista, ambas do PSOL. Essa corrente teve como principal dirigente histórico Ernest Mandel;
O "Comitê de Ligação Internacional para uma Internacional Operária" (também chamada "IV Internacional - 1993)", originou-se dos militantes - particularmente franceses (como Pierre Lambert e Luis Favre) - que nos anos 1950 recusaram a política do Secretariado Unificado de infiltração nos Partidos Comunistas (é representado em Portugal pelo POUS e no Brasil pela corrente que edita o jornal O Trabalho);
"Liga Internacional dos Trabalhadores (LIT-QI)" (Antiga Fração Bolchevique), organização que abandonou o SU por não concordar com a política de apoio incondicional aos sandinistas na Nicarágua, o que teria levado o SU a abandonar a perspectiva de construção de um partido revolucionário naquele país e também a apoiar a prisão e expulsão de militantes trotskistas. A LIT-QI é representada em Portugal pelo MAS, ex-Ruptura/FER e no Brasil pelo PSTU; Seu principal dirigente histórico foi Nahuel Moreno;
"Unidade Internacional dos Trabalhadores (UIT-QI)", composta por cisões da LIT-QI, representada pela Corrente Socialista dos Trabalhadores (CST) no Brasil;
"Comitê por uma Internacional dos Trabalhadores", ligado ao antigo grupo britânico "The Militant" (representado em Portugal pela corrente "Socialismo Revolucionário" e no Brasil pela corrente "Liberdade, Socialismo e Revolução");
"União Comunista Internacional", ligada ao grupo francês "Lutte Ouvriére";
Tendencia Marxista Internacional - International Marxist Tendency, cisão do CIT;
CERQUI - Comitê de Enlace pela Reconstrução da Quarta Internacional , ligado ao POR Boliviano; Seu principal dirigente histórico foi Guillermo Lora;
Notas e referências
Ir para cima ↑ Trotsky 1906, Capítulo II - Cidades e Capital
Ir para cima ↑ Trotsky 1906, Capítulo III - 1789–1848–1905
Ir para cima ↑ Trotsky 1906, Capítulo IV - A Revolução e o Proletariado
Ir para cima ↑ Trotsky 1906, Capítulo VI - O Regime Proletário
Ir para cima ↑ Trotsky 1936, Socialism and the State
Ir para cima ↑ Trotsky, Leon (22 de outubro de 1932). The Soviet Economy in Danger (em Inglês). Marxist Internet Archive. Página visitada em 15 de fevereiro de 2013.
↑ Ir para: a b Trotsky 1936, The Question of the Character of the Soviet Union Not Yet Decided by History
Ir para cima ↑ Trotsky 1936, The Inevitability of a New Revolution
Ir para cima ↑ Trotsky, Natalia Sedova (9 de maio de 1951). Natalya Trotsky Breaks with the Fourth International (em Inglês). REDS – Die Roten. Página visitada em 15 de fevereiro de 2013.
Bibliografia[editar | editar código-fonte]
Batalha, Claudio H. de M. (org.) Dicionário do movimento operário. Rio de Janeiro do século XIX aos anos 1920. Militantes e organizações - Coleção História do Povo Brasileiro - Fundação Perseu Abramo, 2008.
Bensaïd, Daniel. Trotskismos. [S.l.]: Edições Combate, 2008. Página visitada em 8 de maio de 2013.
Sacchetta, Herminio (1946). O Trotskismo. Marxist Internet Archive. Página visitada em 9 de maio de 2013.
Trotsky, Leon. Balanço e Perspectivas. [S.l.: s.n.], 1906. Página visitada em 9 de maio de 2013.
Trotsky, Leon. A Revolução Permanente. [S.l.: s.n.], 1929. Página visitada em 9 de maio de 2013.
Trotsky, Leon. The Revolution Betrayed (em Inglês). [S.l.: s.n.], 1936. Página visitada em 15 de fevereiro de 2013.
Ligações externas[editar | editar código-fonte]
Trotskyist Parties and Organizations of the World (em inglês)
Publicações de Leon Trótski em português no Marxists Internet Archive - MIA
Encyclopedia of Trotskyism On-Line (ETOL) (em Inglês). Marxist Internet Archive. Página visitada em 9 de maio de 2013.


CONCLUSÃO 

Têm sido propostas várias explicações para este fraccionismo constante: os trotskistas frequentemente afirmam que é apenas uma consequência da reduzida expressão do trotskismo (num partido minúsculo, os oposicionistas têm pouco a perder em saírem do partido e criar um novo); os estalinistas afirmam que a culpa está na organização democrática dos partidos trotskistas (ao reconhecerem o direito de tendência, estão a criar o embrião das cisões); há até quem diga que é uma questão de psicologia individual: sendo uma ideologia, simultaneamente, anti-capitalista e anti-estalinista, o trotskismo tenderia a atrair indivíduos com espírito de rejeitar as opiniões dominantes, logo, propensos a cisões…



O PT e os marxismos da tradição trotskista: Introdução



As organizações trotskistas brasileiras estão historicamente vinculadas à trajetória do movimento comunista internacional, à organização fundada por Trotsky: a IV Internacional, fundada numa conferência realizada em Paris, em 03 de setembro de 1938. Os fundadores adotaram um documento base redigido por Trotsky, que ficou conhecido como “Programa de Transição”. Para Trotsky e seus seguidores era necessário manter o fio da revolução proletária mundial rompido pela contra-revolução stalinista. Com o passar dos anos, a IV Internacional se dividiu em diversas tendências e frações. No emaranhado de siglas que reivindicam a continuidade da IV Internacional fundada, destacam-se Ernest Mandel, Nahuel Moreno e Pierre Lambert.

Mandel morreu em 20 de julho de 1995. Dirigente da IV Internacional (Secretariado Unificado - SU) desde 1946, Mandel iniciou a militância durante a 2ª guerra mundial, na resistência ao nazismo: tinha apenas 16 anos. Sobrevivente do campo de concentração, continuou a militância na Internacional e no Partido Socialista Belga. Expulso desse partido em 1964, por sua adesão ao trotskismo, ele fundou o Partido Socialista Operário da Bélgica. Internacionalista, chegou a ser proibido, no início dos anos 70, de entrar na França, EUA, Suíça, Austrália e Alemanha Ocidental. Sua produção intelectual é extensa. No Brasil, suas idéias permanecem vivas na ação dos militantes da Democracia Socialista, Tendência petista vinculada ao SU .

O argentino Nahuel Moreno liderou a formação da Liga Internacional dos Trabalhadores (LIT), uma dissidência da IV Internacional (Secretariado Unificado). Fundada em 1981, em Bogotá (Colômbia),  a LIT é identificada ao morenismo. Após a morte do seu líder, em 26 de janeiro de 1987, a LIT viveu sua crise no final dos anos 80 e início da década de 1990. O ápice deste processo foi a divisão da sua maior e mais importante seção: o Movimento ao Socialismo (MAS). [1] No Brasil era representada pela CS – maioria no PSTU.

Em 1994, a Tendência Bolchevique Internacionalista (TBI), rompeu com a LIT e fundou o Centro Internacional do Trotskismo Ortodoxo (QI). [2] Este organismo é apoiado em nosso país por um grupo de trotskistas que rompeu com a Convergência Socialista por divergir do processo de construção do PSTU. Essa dissidência chama-se Liga Operária Internacionalista (LOI) [3]

A QI-CIR (Quarta Internacional – Centro Internacional de Reconstrução) representa a VS lambertista do trotskismo. Assim ficou conhecida devido à liderança de Pierre Lambert, dirigente histórico da Organização Comunista Internacionalista (OCI), seção francesa da QI-CIR. O lambertismo também se dividiu nos anos 80 e, em 1993, reproclamou a IV Internacional. Sua seção brasileira é a Corrente O Trabalho.

Ressalta-se ainda a liderança de Jorge Altamira e Guillermo Lora, dirigentes que são referências internacionais para vários militantes do trotskismo na América Latina. 

O primeiro destaca-se na liderança do Partido Obrero (PO) da Argentina. No Brasil, suas posições são compartilhadas pelo Partido da Causa Operária (PCO).[4] Lora é a expressão máxima do Partido Operário Revolucionário (POR) boliviano.

Em nossos trópicos, é reverenciado pela Tendência pelo Partido Operário Revolucionário (T-POR). PO e POR eram as principais seções da Tendência Quarta Internacional (TQI), formada no final dos anos 70 após a expulsão do Partido Obrero do seio da QI-CIR. A TQI, por sua vez, fragmentou-se no final dos anos 80, com a evolução das divergências entre suas principais lideranças e seções nacionais. [5]

Por fim, devemos registar a IV Internacional Posadista, criada por J. Posadas – também argentino – ainda nos anos 60. [6]

Não é nosso objetivo discutir os motivos da sua fragmentação em diversos organismos internacionais. 

Contudo, é inquestionável que esta realidade também influi diretamente sobre a atuação prática e as formulações teóricas dos trotskistas brasileiros. 

Sem desconsiderar este fator, interessa-nos sobretudo analisar como cada organização em particular evoluiu em relação ao PT e à conjuntura nacional e internacional. Nesta parte, analisaremos as principais correntes trotskistas. Começaremos pela corrente O Trabalho.

[1] O Movimento ao Socialismo (MAS) já havia sofrido uma cisão em 1988, com a expulsão dos “trotskistas ortodoxos”, os quais fundaram o Partido dos Trabalhadores ao Socialismo. Estes setores passaram  defender a reconstrução da IV Internacional, embora se reivindicassem da LIT. O racha se deu em 1992.

[2] Eles declaram que a LIT degenerou, isto é, tornou-se revisionista: abandonou o Programa de Transição e se adaptou a um programa e uma política etapista. Portanto, se colocam a tarefa de dar continuidade à luta de Trotsky e de Nahuel Moreno. A cisão deu-se no 5º Congresso da LIT. Ver o texto (sem título) que explica os motivos da ruptura, assinado pelo Secretariado Internacional. Centro Internacional del Trotskismo Ortodoxo (IV Internacional), em: Panorama Internacional, nº 1, outubro/dezembro de 1994, pp. 34-50.

[3] Os dissidentes consideraram que a CS se diluiu no PSTU, o qual é caracterizado como “um movimento que não tem o eixo de sua política na luta anti-imperialista e que centra sua atividade no processo eleitoral burguês”. Liga Operária Internacionalista. Pela construção de um partido revolucionário no Brasil. Ver: O Socialista, nº 01, agosto de 1994, pp. 02-03. (Este texto é apresentado como seu manifesto de fundação).

[4] A Causa Operária surgiu a partir de um núcleo de militantes que divergiu da política da OSI em relação aos sindicatos e à política de construção do partido revolucionário, que resultava em posições opostas sobre o PT. Fundada em seu 1º Congresso, em fevereiro de 1980, sob o nome Organização Quarta Internacional (TQI).

[5] Um painel sobre os trotskistas e suas internacionais até os anos 80 está em  História das Tendências no Brasil, op. cit., pp. 204-212.

[6] A IV Internacional Trotskista-Posadista ressurgiu recentemente no Brasil com a retomada da publicação do periódico Frente Operária, que se apresenta como o “Jornal periódico fundado em 1953, pelo Partido Operário Trotskista-Posadista (PORT-P). ressurgem criticando a “desfiguração e adaptação” do PT à “institucionalidade burguesa”. Esclarecem que o jornal deixou de circular por quatro anos, por problemas organizativos, mas que sua intervenção não cessou neste período, “tanto na América Latina, como na Europa, como no Brasil”. “Encontros do PT: desfiguração e adaptação à institucionalidade”. Frente Operária, nº 477, junho de 1977, p. 03.   

[7] Por uma questão pedagógica e metodológica, consideramos mais apropriado tratar esta corrente neste capítulo –já que ela se insere no quadro das organizações que se reivindicam do trotskismo. No entanto, ela foi uma das principais componentes do Movimento Na Luta PT!

E  NO CASO  DA  VENEZUELA É  O PSTU

O jornal Opinião Socialista, órgão oficial do PSTU, festejou recentemente a fusão da Liga Internacional dos Trabalhadores – Quarta Internacional (LIT-QI), a qual este partido é a sua principal seção nacional, com o minúsculo Centro Internacional do Trotskismo Ortodoxo (CITO), que aparentemente inexiste no Brasil. 

Caso não ocorra nenhum novo racha, estas duas organizações, que se separaram há mais de uma década, deverão formalizar sua unificação no congresso mundial da LIT previsto para março de 2008. 

A notícia, que não teve maior impacto na luta de classes real do país, merece menção apenas porque atesta, mais uma vez, o sectarismo e o principismo que norteiam a atual política do PSTU. 



O documento da fusão coloca sob suspeição os recentes “acenos” unitários do PSTU, que tenta evitar seu isolamento. Na sua obsessão pela demarcação de campos, não perdoa nem sequer outros partidos que se reivindicam herdeiros de Leon Trotsky. “Unem as duas organizações acordos básicos hoje questionados ou abandonados por grande quantidade de organizações mal denominadas revolucionárias e ‘trotskistas’, que sucumbiram ao vendaval oportunista”, inicia o texto. A eterna cisão entre as correntes trotskistas já é bem conhecida pela esquerda mundial, sendo até motivo de chacota. O que importa no documento é a sua abordagem sobre a situação da América Latina, no qual fica patente que para o PSTU ninguém presta.